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MISTÉRIO

Bial dribla proibição em papo com Manuela Dias e entrega dica do remake de Vale Tudo

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Montagem de Pedro Bial e Manuela Dias no cenário do Conversa com Bial

Pedro Bial e Manuela Dias no Conversa com Bial de terça (14); apresentador citou veto da Globo

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 15/5/2024 - 7h50

Pedro Bial recebeu a autora Manuela Dias no Conversa com Bial de terça (14). Mesmo proibido pela Globo de revelar qual o próximo projeto da novelista, o apresentador deu dicas para o público de que se trata do remake de Vale Tudo (1988). A adaptação deve substituir Mania de Você, a trama sucessora de Renascer, na faixa das nove em 2025.

"Tem uma coisa que ela tá fazendo para a Globo, para os 60 anos que completa a emissora no ano que vem. Vocês vão ficar morrendo de curiosidade para saber, mas eu não posso dizer nem ela. A gente é muito obediente. Pessoal lá em cima, nossos líderes falaram que não pode falar disso. Mas é bom que cria um suspense. O que será? Será que vale? Será que vale?", entregou o jornalista, enquanto a escritora dava risada.

Como adiantou o Notícias da TV, a nova versão do folhetim será escrita por Manuela Dias. O remake deve ter 173 capítulos --enquanto a original contou com 204. A novela escrita por Gilberto Braga (1945-2021), Aguinaldo Silva e Leonor Bassères (1926-2004) é até hoje considerada pela crítica como uma das melhores da história da teledramaturgia brasileira.

Na sequência, Bial falou sobre a série Justiça. "Qual é o espírito que permanece em comum de Justiça 1 e a segunda temporada?", indagou ele.

"Justiça é uma dramaturgia bem de rua, uma dramaturgia escrita em jornal. O formato é igual, são quatro histórias que se entrelaçam. Todas as histórias possuem um crime ou um ato considerado criminoso. A parte que a pessoa fica presa não existe na minissérie. Aí a gente retoma quando ela sai, sete anos depois", explicou a autora.

"A série é muito sobre o que sobra na vida das pessoas depois que a justiça morde o seu quinhão. Esse terceiro ato do processo", completou ela.

O programa ainda mostrou uma cena de Manuela atuando em Dona Anja (1996), novela do SBT. "Qual era a escola da atriz Manuela Dias?", brincou o veterano.

"Eu era transmitida pelo México. Eu era péssima atriz. Eu nunca escalaria a mim mesma hoje em dia. Jamais eu teria uma chance comigo. Essa intensidade toda, que eventualmente funciona na escrita, na interpretação era um fracasso", afirmou a entrevistada.

"Ali você tava bem, dando beijo de boca fechada", zoou o apresentador. "Com o Danton [Mello]. Depois a gente se reencontrou no Justiça", comentou a escritora.

Bial perguntou se a experiência na atuação serviu para a trajetória como dramaturga. "Eu comecei no teatro, quando eu tinha sete anos. A minha mãe [Sonia Dias] é produtora. Minha casa tinha muita liberdade, eu sou filha do Tropicalismo. Quando eu nasci, todo mundo era artista de uma coisa ou de outra", contou ela.

Manuela explicou que acompanhava a mãe no teatro, já que ela não tinha com quem ficar. O Ciro Barcelos inventou um papel para a menina numa peça, mas ela só subia no palco se a Censura não fosse no dia.

A escritora também comentou que cursou Jornalismo. "Eu escrevo inspirada pelo mundo, para mudar o mundo. Por mais ingênuo que isso soe. É muito verdade para mim", afirmou.

Ela também disse que sente uma grande responsabilidade ao escrever novela, e contou que recebeu relatos de pessoas que fizeram as pazes com as mães durante Amor de Mãe (2019).

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