Pesadelo na Cozinha

Band confirma Erick Jacquin no comando de novo reality show culinário

Divulgação/Band

Erick Jacquin carrega um peru no MasterChef Junior, exibido pela Band no final de 2015 - Divulgação/Band

Erick Jacquin carrega um peru no MasterChef Junior, exibido pela Band no final de 2015

DANIEL CASTRO - Publicado em 16/09/2016, às 05h25

A Band bateu o martelo: vai produzir uma versão brasileira do reality show gastronômico Kitchen Nightmares, consagrado pelo britânico Gordon Ramsay. O programa, que se chamará Pesadelo na Cozinha, será comandado pelo chef francês Erick Jacquin, 51 anos, jurado do MasterChef. Com 13 episódios, estreia em janeiro de 2017 e ficará no ar até março. A escolha dos restaurantes que participarão da primeira temporada começa nas próximas semanas, e as gravações devem ter início no final de outubro.

Kitchen Nightmares é um reality show tipo makeover. Nele, um restaurante em crise, à beira da falência, passa por uma transformação. Jacquin irá analisar o cardápio, testar a comida, dar parecer sobre o local, opinar e propor mudanças na decoração.

Segundo Diego Guebel, diretor-geral de Conteúdo da Band, Jacquin foi escolhido para comandar o programa por causa do carisma, da rigidez que apresenta no MasterChef e da experiência. "Ele tem uma carreira bem-sucedida", aponta o executivo. Guebel conta que, em 2014, pretendia lançar Kitchen Nightmares e chegou a gravar um minipiloto com Jacquin. "Antes de começar a fazer o MasterChef, esse era o formato que iríamos fazer. Mas minha equipe assistiu ao piloto e falou: 'É engraçado, mas ninguém entende o que esse cara fala'", lembra. Hoje tudo mudou. "Ele [Jacquin] ultrapassou a barreira da língua", diz. A Band deverá colocar legendas para tornar o português com forte acento francês de Jacquin mais compreensível.

Para Guebel, o fato de Jacquin ter quebrado alguns restaurantes também ajudou na escolha. Em 2013, ele fechou o sofisticado La Brasserie, em São Paulo, por falta de dinheiro. Estima-se que ele devia cerca de R$ 1,5 milhão na época. O próprio Jacquin considera que MasterChef salvou sua carreira no Brasil, tornando-o conhecido do grande público e alavancando seus negócios. "Ele vai colocar toda essa experiência para ajudar os participantes do programa", aposta o executivo da Band.

Jacquin chegou ao Brasil em 1995 para comandar o restaurante Le Coq Hardy, em São Paulo, que também já fechou. Hoje, está à frente do Le Bife e do Tartar & Co, em São Paulo. Nos cozinhas, tem fama de mau. No MasterChef, mostrou-se intempestivo, que fala sem pensar. É capaz de assustar os competidores, e ao mesmo tempo divertir os telespectadores, com frases do tipo "Esse bife parece um bicho que vai andar".

Guebel diz que a Band escolheu Kitchen Nightmares para expandir seu cardápio de reality shows culinários porque já é um formato consolidado. "Isso dá segurança na hora da execução. Você pode focar mais no casting porque sabe que a estrutura do programa funciona. E é bom para a área comercial, fica mais fácil de vender. Muitas vezes, a matriz do anunciante já conhece o programa", afirma. Pesadelo na Cozinha, aliás, só teve sua realização confirmada nesta semana depois de a Band sondar a aceitação do produto no mercado publicitário. O reality já teve e cinco edições nos Estados Unidos, quatro no Reino Unido, seis na Alemanha e quatro na Espanha.

Cada edição do programa consumirá uma semana de gravações. Isso não quer dizer que tudo será gravado em uma semana só, porque reformas e decisões podem tomar dias. Para Diego Guebel, o formato de Kitchen Nightmares também é interessante porque tem potencial dramático. "Muitas vezes, o restaurante é um negócio de família ou de amigos. E problemas tomam uma dimensão diferente de uma empresa normal quando se envolve família e amizade", aposta.


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