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BRIGA DE GIGANTES

Após Globo 'mexer' com Igreja Universal, Record ataca família Marinho

REPRODUÇÃO/RECORD

De máscara branca, o repórter Sylvestre Serrando faz reportagem na frente da sede da Globo no Rio de Janeiro

O jornalista Sylvestre Serrano em reportagem do Jornal da Record com denúncias contra os donos da Globo

VINÍCIUS ANDRADE

vinicius@noticiasdatv.com

Publicado em 15/9/2020 - 16h59

Após a Globo noticiar em seus principais telejornais uma investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro contra a Igreja Universal do Reino de Deus e a gestão do prefeito Marcelo Crivella, a Record intensificou ataques à família Marinho, que controla a líder de audiência. No capítulo mais recente dessa guerra, o principal telejornal da emissora de Edir Macedo publicou uma reportagem de mais de oito minutos com o título "O lado oculto do Império".

O material, que foi ao ar na segunda-feira (14), recuperou investigações contra Roberto Irineu Marinho e João Roberto Marinho, delações sobre supostas fraudes e sonegação fiscal da Globo. Não havia fato novo ou desdobramentos judiciais --todos os casos expostos foram requentados com entrevistas de um procurador da Fazenda e advogados.

A reportagem do Jornal da Record voltou a mencionar as delações premiadas de Claudio Barboza, o Tony, e Dario Messer, doleiros que afirmaram em acordo de delação premiada com Ministério Público Federal do Rio de Janeiro neste ano que teriam repassado dólares à família Marinho.

O JR ainda relembrou o escândalo do Banestado, nos anos 1990, quando relatórios do Ministério Público Federal apontaram que empresas ligadas aos donos da Globo teriam enviado ilegalmente R$ 1,6 bilhão ao exterior. Os irmãos Marinho, no entanto, não foram indiciados.

A Igreja Universal usou o seu site oficial para repercutir a reportagem e comemorou o conteúdo produzido pela Record. "Eles [Globo] nos acusam sem provas, mas são acusados com provas irrefutáveis", escreveu a instituição religiosa no título da publicação, que conta com o vídeo do que foi exibido na TV.

A assessoria dos irmãos Marinho alega que eles "não têm nem nunca tiveram contas não declaradas às autoridades brasileiras no exterior. Da mesma maneira, nunca realizaram operações de câmbio não declaradas às autoridades."

 Assista abaixo à reportagem do Jornal da Record:

Universal e Crivella na mira do MP

A Record passou a publicar reportagens contra a Globo no último domingo (13), um dia depois de o Jornal Nacional trazer à tona uma investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro, que apontou indícios de que a Igreja Universal do Reino de Deus teria sido usada para lavar dinheiro em um suposto esquema de corrupção na prefeitura de Marcelo Crivella.

Os investigadores citaram movimentações financeiras atípicas da igreja, com valores de mais de R$ 5,9 bilhões, de 5 de maio de 2018 a 30 de abril de 2019. Segundo o JN, o MP citou Mauro Macedo, primo de Edir Macedo e tesoureiro das campanhas de Crivella, como alguém que aliciava empresários para participar dos mais variados esquemas de corrupção. O Fantástico também noticiou o caso no domingo (13).

O Domingo Espetacular, da Record, entrevistou líderes da Igreja Universal do Reino de Deus, que negaram as acusações e questionaram como a Globo teve acesso às investigações, que correm em sigilo no Ministério Público.

"Uma coisa que eu não entendo é essa combinação da Globo com o judiciário do Rio de Janeiro. Record não sabe de nada, SBT não sabe de nada, Band não sabe de nada e a Globo sabe de tudo. A Globo chega antes, é uma coisa estranha. Por que a Globo tem essa ligação tão forte? Nós não devemos nada, temos toda a contabilidade bem transparente. Não temos o que temer", explicou Jadson Santos, bispo responsável pela igreja no Rio de Janeiro.

Marcelo Crivella também foi entrevistado, afirmou que o esquema de corrupção não existe e que as reportagens da Globo têm como objetivo interferir no processo eleitoral --o prefeito é candidato à reeleição pelo Republicanos. A Globo diz que foi "absolutamente fiel ao que afirmaram os procuradores e aos documentos que embasaram a operação, sem nenhum outro objetivo senão o de informar o público". 


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