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POR VIDEOCONFERÊNCIA

Antonio Fagundes detona movimentos antidemocráticos no Domingão do Faustão

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

O ator Antonio Fagundes em seu escritório

O ator Antonio Fagundes participa por videoconferência do Domingão do Faustão deste domingo (7)

REDAÇÃO

Publicado em 7/6/2020 - 20h09

Após uma provocação de Fausto Silva, o ator Antonio Fagundes saiu em defesa da democracia durante o Domingão deste domingo (7). Em videoconferência, o artista criticou as manifestações antidemocráticas pelo país e afirmou que apenas o diálogo pode realmente unir os brasileiros.

"A democracia tem suas mazelas que precisam ser consertadas. Um de seus grandes méritos é que ela não está pronta, tem que ser discutida diariamente. Para isso, a gente tem que ter liberdade. Assim vai conseguir dialogar e deixar os gabinetes do ódio isolados e entender que a sociedade só vai funcionar se a gente se olhar nos olhos e resolvermos os problemas juntos", declarou o veterano.

Os gabinetes mencionados pelo intérprete são estruturas que desferem ataques a autoridades e instituições a favor de uma ruptura com os processos democráticos no Brasil, atuando ainda na disseminação de notícias falsas --alguns aliados do atual presidente Jair Bolsonaro são investigados em inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal) por envolvimento nesses grupos.

Fagundes também falou sobre a sua experiência com o isolamento durante a pandemia de coronavírus (Covid-19). "Nem o mais delirante autor de ficção científica imaginou uma coisa tão violenta e tão impactante para todo mundo", avaliou o ator.

Atualmente, ele está em quarentena ao lado da mulher Alexandra Martins em sua casa em São Paulo. "É uma segunda lua de mel. Que venha a terceira, a quarta", brincou o carioca.

Pessimismo

O ator não cria expectativa de que as pessoas se tornarão melhores seres humanos depois da crise humanitária. "Tem uma imagem que eu vi um dia desses e que gostei muito. A gente entrou numa panela de pressão. O que está lá dentro não se modifica. O que entrou lá, vai continuar lá. Se tem batata não vai sair cenoura", considerou.

"Vamos só exacerbar alguns sentimentos nossos. Aqueles que tinham bons sentimentos vão sair melhores. Os maus, piores. Não acredito de mudanças", emendou o pai de Bruno Fagundes.

Fagundes também se manifestou a favor dos protestos contra o racismo no Brasil e nos Estados Unidos. "Ele tem que ser combatido em sua base, temos que gritar nas ruas que isso não pode acontecer. Todo ser humano é igual e tem que ser tratado da mesma forma", considerou.

O artista ainda relatou a sua expectativa com as novas medidas para voltar a gravar novelas pós-pandemia. "Não pode nem mais dar porrada. A gente tem que descobrir uma nova dramaturgia enquanto não aparecer uma cura ou uma vacina para essa doença", arrematou ele.

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