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Assédio

Antes de José Mayer, três escândalos sexuais que abalaram a televisão

Reprodução/CBS/Fox News

O comediante Bill Cosby (à esq.) e o apresentador Bill O'Reilly, ambos acusados de assédio - Reprodução/CBS/Fox News

O comediante Bill Cosby (à esq.) e o apresentador Bill O'Reilly, ambos acusados de assédio

FERNANDA LOPES e JOÃO DA PAZ

Publicado em 6/4/2017 - 5h49

José Mayer é o primeiro protagonista de um escândalo sexual na televisão brasileira. Antes dele, casos de assédio sexual e moral foram abafados. Algumas acusações de teste do sofá com diretores de novelas e programas até vieram a público, mas não tiveram a mesma repercussão.

Na TV americana, escândalos de grandes proporções envolvendo sexo se tornaram comuns nos últimos anos. O mais chocante deles foi o de Bill Cosby, 79 anos. Comediante popular e querido, com imagem de vovozão, foi acusado de abusar sexualmente e estuprar 60 mulheres durante 40 anos.

O grupo Fox enfrentou recentemente sérios problemas com dois casos de abuso. Em julho do ano passado, Roger Ailes foi afastado do cargo de presidente da Fox News após uma das principais âncoras do canal acusá-lo de assédio. No último sábado, Bill O'Reilly, maior salário e maior audiência do telejornalismo americano, foi acusado de pagar US$ 13 milhões para cinco mulheres não o denunciarem publicamente por abuso sexual.

Saiba mais sobre os três maiores escândalos de assédio sexual da TV americana:

Reprodução/CBS

O comediante Bill Cosby comparece em corte na cidade de Filadélfia, no final do ano passado

Bill Cosby, comediante
O ano de 2014 marcou o início da derrocada de Bill Cosby, um dos principais comediantes dos Estados Unidos. Ele já tinha enfrentado algumas acusações de assédio anteriormente, mas nada comparado às denúncias que surgiram nos últimos três anos. Nesse período, 60 mulheres acusaram Cosby de cometer abuso sexual e estupro. A tática do humorista era convidar as vítimas para tomarem um drink. Ele batizava a bebida das mulheres para deixá-las inconscientes e se aproveitava delas. Os ataques começaram em meados dos anos 1960 e foram até 2008.

Após a avalanche de acusações, a carreira de Cosby ruiu. Diversas instituições, universidades e empresas deixaram de associar suas imagens ao comediante. No calor do escândalo, em 2014, a NBC decidiu não fazer uma nova comédia que planejava o humorista, focada em valores familiares.

Apesar das 60 vítimas, Cosby só está sendo julgado por uma acusação, a de um estupro ocorrido em 2004. Se condenado, poderá passar uma década na prisão.

divulgação/fox

O poderoso executivo Roger Ailes, ex-presidente da Fox News, caiu após denúncias de assédio

Roger Ailes, executivo
Um depoimento de uma mulher corajosa foi o estopim para derrubar um dos homens mais poderosos da TV norte-americana. Em julho do ano passado, a apresentadora Gretchen Carlson, da Fox News, disse que foi demitida por não ter aceitado as investidas sexuais de Roger Ailes, 76 anos, então presidente do canal. Menos de um mês depois, ele perdeu o cargo, mas recebeu uma indenização de US$ 40 milhões (R$ 123 milhões).

Rupert Murdoch, magnata da comunicação e comandante do grupo Fox, foi quem determinou a queda de Ailes. A decisão veio após uma investigação interna revelar que outras mulheres também tinham sido vítimas do executivo, incluindo a jornalista Megyn Kelly, que era uma das maiores estrelas da Fox News (hoje ela está na NBC). Uma das advogadas de Gretchen disse para a revista New York que Ailes foi o "Bill Cosby da mídia".

reprodução/fox news

Bill O'Reilly em programa da última terça (4); apresentador está envolvido em escândalo sexual

Bill O’Reilly, apresentador
A Fox News enfrenta outro escândalo sexual. A bomba foi disparada pelo jornal The New York Times no último sábado (1º). Uma reportagem revelou que, juntas, cinco mulheres receberam US$ 13 milhões (R$ 40 milhões) para não irem a público denunciar o âncora Bill O’Reilly, principal nome do canal, por assédio sexual. O jornalista, que tem salário anual de US$ 18 milhões (R$ 55,7 milhões), negou qualquer envolvimento com as mulhees e diz que só aceitou o acordo "para proteger a família."

A tática de O'Reilly, 67 anos, segundo as acusações, era baseada em chantagem. Ele oferecia às mulheres um espaço em seu prestigiado programa, para elas comentarem sobre algum assunto do momento. Em troca, pedia favores sexuais. Em nota oficial, a Fox disse que seu departamento de recursos humanos jamais recebeu qualquer denúncia contra o âncora.

Nas redes sociais, um campanha pede para a Fox News punir O'Reilly severamente. Seu programa, intitulado de O'Reilly Factor, perdeu 11 grandes anunciantes somente na noite da última terça (4), entre eles Mercedes-Benz, Hyundai e BMW.

Para polemizar ainda mais o caso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, saiu em defesa de O'Reilly, em entrevista publicada nesta terça (5), também no New York Times. "Ele não fez nada de errado, é uma boa pessoa", afirmou. O presidente é frequentador assíduo do programa de O'Reilly, e o jornalista é defensor das políticas de Trump.

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