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JÉSSICA SENRA

Âncora se afasta da Globo por burnout; saiba o que aconteceu e entenda a doença

REPRODUÇÃO/GLOBO

Jéssica Senra, âncora da Globo, no cenário totalmente azul do Jornal Nacional. Ela sorri e usa um blazer rosa com uma camisa branca por dentro.

Jéssica Senra na bancada do Jornal Nacional: âncora da Globo está afastada do trabalho desde 10 de junho

GABRIEL VAQUER, colunista

vaquer@noticiasdatv.com

Publicado em 1/7/2021 - 9h00

Principal jornalista da Globo na Bahia e âncora eventual do Jornal Nacional aos sábados, Jéssica Senra está afastada do trabalho desde o último dia 10. A apresentadora do Bahia Meio-Dia, equivalente ao SP1 em São Paulo, foi diagnosticada com princípio de síndrome de burnout. Não há uma previsão de quando ela retornará ao ar.

Jéssica deveria voltar na última segunda (28), mas seus médicos decidiram que ela deveria ficar mais um período, indeterminado, em casa. A coluna apurou que a pressão dos tempos de pandemia, com muitos casos pesados e diários e com ataques nas redes sociais de pessoas negacionistas, foi um dos motivos alegados por Jéssica Senra para ser afastada e cuidar da saúde.

O Notícias da TV tentou conversar com Jéssica Senra. Ela agradeceu o contato, disse que está bem, mas que preferia não falar sobre o que está vivendo no momento. Na segunda, dia em que voltaria, Jéssica colocou em seu Instagram uma esclarecimento para seu público. Depois da postagem, a jornalista de 38 anos não apareceu mais nas redes sociais.

"Oi, minha gente! Tudo bem? Passando pra dar uma atualizada nas informações. Apesar da minha expectativa, ainda não retorno hoje à TV. As médicas que me acompanham avaliaram que preciso ficar mais um tempinho afastada. Mas está tudo caminhando bem. Em breve voltaremos a nos encontrar!", escreveu.

O caso de Jéssica não é isolado. Na pandemia, o desgaste emocional vivido por jornalistas tem aumentado consideravelmente. Por estarem na linha de frente da cobertura da pandemia e por serem atacados por defenderem a vacina, por exemplo, muitos estão desenvolvendo doenças psicológicas. 

A Globo, por exemplo, fez um especial onde mostra como os jornalistas também são seres humanos. Na peça publicitária, a emissora mostra jornalistas emocionados apenas por falar com seus entes queridos. Muitos deles não veem os pais há meses. 

A  avalanche de notícias ruins, entre outros fatores, teriam contribuído para Jéssica desenvolvesse o burnout. A doença é muito comum em jornalistas e alguns casos já vieram a público nos últimos anos. Um caso famoso é o de Izabella Camargo, ex-apresentadora do Jornalismo da Globo que foi demitida por seus chefes por ter contraído a doença e se afastado. Hoje, ela está na Band.

O que é a síndrome de burnout?

Especialista em síndrome de burnout, o psicólogo Saulo Pereira Barros de Almeida, com doutorado em Psicologia pela UFS (Universidade Federal de Sergipe), explica que a doença é separada principalmente em três características. A maior delas é a exaustão de alguma situação ou do trabalho realizado de forma intensa.

"A síndrome de burnout é um estado de esgotamento mental resultante do estresse crônico vivenciado no local de trabalho que não foi gerenciado com sucesso, e se apresenta a partir de três características marcantes: exaustão emocional, despersonalização e reduzida realização profissional", lista.

Segundo Almeida, existem várias maneiras de um indivíduo ser diagnosticado com burnout. "O profissional pode desenvolver a síndrome a partir da contínua exposição a ambientes com sobrecarga de trabalho, tanto de tarefas quanto de metas; da falta de suporte da chefia e/ou de colegas; da falta de reconhecimento profissional. e do excesso de conflitos", continua ele.

"É válido frisar que o trabalhador acometido pela síndrome de burnout costuma apresentar predisposições a psicopatologias como depressão e transtornos de ansiedade", conclui o doutor sobre o assunto. Ele pede que sociedade e empresas fiquem atentas ao assunto.

Para os médicos, a síndome de burnout não tem cura, mas pode ser tratada. O tratamento deve ser orientado por um psicólogo ou psiquiatra e, normalmente, é feito através da combinação de medicamentos e terapias durante um período de um a três meses. Se necessário, o acompanhamento pode ocorrer até o fim da vida.


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