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Análise: Bispo impõe estratégia de igreja e tumultua Record

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Marcelo Silva (à esquerda), vice-presidente artístico, da Record, recebe título na Câmara Municipal do Rio - Reprodução

Marcelo Silva (à esquerda), vice-presidente artístico, da Record, recebe título na Câmara Municipal do Rio

DANIEL CASTRO

Publicado em 23/1/2014 - 20h40
Atualizado em 24/1/2014 - 6h00

A Record nunca teve um começo de ano tão tumultuado como este. Há pouco mais de seis meses no comando da emissora, o bispo da Igreja Universal do Reino de Deus Marcelo Silva parou de observar e começou a agir.

Na segunda-feira, Silva entregou o Domingo da Gente, um programa de entretenimento, para a área de jornalismo. E devolveu o diretor Vildomar Batista para o Hoje Em Dia, numa medida que afetou também o Programa da Tarde. Na quarta, informou a Rodrigo Faro que O Melhor do Brasil vai mudar de nome e passará a ser gravado no Rio de Janeiro, o que obrigará a troca de quase todos os diretores e produtores. Faro se rebelou. À sua equipe, disse que não vai aceitar a mudança e que prefere deixar a emissora.

A próxima vítima de Marcelo Silva deverá ser Marcos Mion. O apresentador do Legendários está preocupado com a possibilidade de perder seu diretor para a recém contratada Sabrina Sato.

O clima nos bastidores da Record é péssimo. Os profissionais das produções de São Paulo estão inseguros, porque mudanças de diretores acarretam em cortes e novas rotinas. Depois das centenas de demissões de 2013 e de um final de ano sem nem mesmo um panetone, a insatisfação é geral.

Pode-se argumentar que Rodrigo Faro está blefando, que irá pensar melhor, acatar as ordens e cumprir seu contrato até 2017. Sim, mas a Record conseguiu desestabilizar aquele que até outro dia era sua galinha dos ovos de ouro, que de uma semana para a outra teve de trocar o sábado pelo domingo e conquistar a audiência do domingo com um programa feito para o sábado.

O bispo Marcelo Silva adotou uma estratégia que pode funcionar muito bem em igrejas, mas que não dá certo em ambientes que dependem da criatividade de seus profissionais. Ao trocar diretores de programas, ele age como se deslocasse um bispo de Goiânia para Belém. Quer ganhar o jogo mudando as peças de lugar, atirando para todos os lados, desestabilizando o que já não funciona muito bem.

O resultado pode ser a queda da audiência e mais alguns passos atrás no interminável caminho da liderança.

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