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NO ANO 2000

TVs de tela plana e primeiros plasmas eram sonho de consumo na estreia de No Limite

REPRODUÇÃO

TV de tubo Toshiba exibindo a primeira temporada do reality No Limite

TV de tubo Toshiba com 29 polegadas; uma das mais vendidas no ano 2000

EDUARDO BONJOCH

edubonjoch@gmail.com

Publicado em 8/5/2021 - 6h45

Nem smart TVs, nem telas de alta definição. Quando o reality No Limite, que está de volta à Globo a partir desta terça-feira (11), fez sua estreia no ano 2000, o sonho dos brasileiros era ter em casa uma TV de tubo de tela plana com 29 polegadas. Na mesma época, surgiram os primeiros monitores de plasma, que chamavam a atenção de quem tinha mais grana pela possibilidade de ficarem pendurados na parede como quadros.

Embalada pela estabilidade econômica, a procura pelas TVs de tubo com 29 polegadas disparou naquele ano. Foi a primeira vez que o produto se tornou campeão de vendas do setor, ultrapassando as tradicionais telas de 20 polegadas.

Mas os modelos não eram todos iguais. Os aparelhos mais caros e que não cabiam no bolso da maioria traziam tela plana, acabando com as linhas arredondadas e curvaturas nos cantos. O consumidor saiu ganhando com a redução dos reflexos e das distorções laterais, além da ampliação do ângulo de visão, que permitiu um melhor aproveitamento da imagem.

A linha Wega, da Sony, ficou famosa e tornou-se referência em TVs de tubo com tela plana de alta qualidade. Em 2000, por exemplo, eram oito modelos, de 21 a 53 polegadas.

Estrela do Natal daquele ano, o DVD player também começou a chegar com força na casa dos brasileiros. O aumento da oferta de títulos e a redução de preços de até 60% (em relação à 1998), estimulada principalmente pela fabricação local, animaram as vendas.

Os disquinhos digitais trouxeram outra novidade: os filmes em formato widescreen (16:9), mais retangular, como no cinema, e mais natural à visão humana. Como a grande maioria das TVs no ano 2000 ainda tinha tela quadrada (formato 4:3), a única maneira de ver os filmes em DVD sem cortes ou tarjas pretas na tela era investindo em uma cara TV wide com 32 ou mais polegadas.

Este formato só deslancharia anos mais tarde. Para isto, foram fundamentais a queda nos preços destes televisores e a chegada da TV digital, que passou a adotar imagens de alta definição no padrão widescreen para as transmissões das redes abertas.

REPRODUÇÃO

Plasmas eram de baixa resolução 

Primeiros plasmas tinham imagem ruim

Com foco no apelo visual proporcionado pela espessura reduzida, que ficava entre 10cm e 15cm, os primeiros monitores de plasma chegaram ao mercado brasileiro em 1998 custando o preço de um carro zero. No ano 2000, o cenário era semelhante.

Do ponto de vista técnico, assistir à primeira temporada do reality No Limite em um monitor de plasma de 42 polegadas não era uma das melhores experiências. O primeiro obstáculo já surgia na hora de captar o sinal das emissoras. A maioria dos modelos era apenas monitor, obrigando a conexão de um videocassete ou decoder de TV para sintonizar os canais.

A qualidade da imagem também era ruim para ver TV. Com resolução de 852x480 pixels e tela widescreen, a maioria dos plasmas da época se saía melhor na reprodução de filmes em DVD, formato que se aproximava mais destas características.

Na hora de acompanhar o novo reality ou uma novela, por exemplo, as imperfeições dos sinais de baixa resolução transmitidos pelas emissoras ficavam ainda mais evidentes nas telas de 42 polegadas. E como todo o conteúdo era gerado em formato 4:3, ainda era necessário esticar as imagens para cobrirem completamente as telas widescreen das novas telas finas.

Com tantos problemas, o investimento não valia a pena. Para se ter uma ideia, as provas da primeira edição de No Limite eram vistas com melhor qualidade em uma TV de tubo convencional de 20 polegadas do que na maioria dos plasmas de 42 polegadas vendidos na época.

As TVs de retroprojeção eram outra alternativa para quem estava disposto a investir em uma tela grande (e cara). Utilizando uma tecnologia similar à dos projetores de vídeo, estes modelos chegavam a ter até 71 polegadas.

A Toshiba era uma das marcas que mais investia neste tipo de televisor, que ia na contramão das telas finas. Na época, o fabricante destacava a profundidade de apenas 47cm como principal atrativo de seu modelo com 43 polegadas, por exemplo.

O transporte destes aparelhos também era bem complicado: as maiores TVs de retroprojeção chegavam a pesar quase 200 quilos.

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