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ESQUADRÃO DA MORTE

Renovada, Dom vai abordar milícias do Rio de Janeiro em segunda temporada

Divulgação/Prime Video

Com jaqueta de couro, Flavio Tolezani segura uma arma e caminha ao lado de uma viatura da Polícia Civil em cena da série Dom

Flavio Tolezani vive Victor na série Dom; policial está envolvido com origem miliciana no Rio

LUCIANO GUARALDO

luciano@noticiasdatv.com

Publicado em 25/6/2021 - 6h30

Primeira série de ficção desenvolvida pelo Prime Video no Brasil, o drama Dom foi renovado para a segunda temporada na quinta-feira (24). Criador do projeto, Breno Silveira já sabe exatamente a história que pretende contar nos novos episódios: o surgimento e a expansão das milícias no Rio de Janeiro.

A ideia está na cabeça do diretor de 2 Filhos de Francisco (2005) desde antes de receber a confirmação de que poderia produzir uma segunda leva de capítulos. "Lá no final, você vai entender como essa história emenda com a milícia. Isso se a Amazon deixar eu contar no futuro, é claro. Mas a história emenda", provocou ele ao conversar com o Notícias da TV no fim do mês passado, para divulgar o lançamento da série.

Dom é baseado na história real de Pedro Machado Lomba Neto (1981-2005), que ganhou a alcunha de Pedro Dom e se tornou um dos bandidos mais conhecidos do Rio de Janeiro no início do século. Jovem de classe média, ele começou a usar cocaína ainda adolescente e, para sustentar o vício na droga e em adrenalina, passou a assaltar mansões na cidade.

[Atenção: Este texto contém spoilers de Dom]

Na série, o bandido se chama Pedro Dantas (Gabriel Leone), filho do policial Victor Dantas (Flavio Tolezani), um mergulhador que havia sido convocado nos anos 1970 para fazer parte dos "12 Homens de Ouro da Polícia Carioca", grupo de elite formado para "limpar a cidade da criminalidade", em especial os traficantes que começavam a ganhar poder no morro.

Luiz Victor Dantas Lomba, pai do Pedro Dom da vida real, de fato esteve envolvido com o tal esquadrão de ouro --os seletos policiais ficaram conhecidos com um epíteto bem mais apropriado às suas ações nas comunidades, Esquadrão da Morte.

Na vida real, o grupo fez muito mais do que caçar traficantes. Criado em plena Ditadura Militar (1964-1985), passou a perseguir também pessoas que se opunham ao regime, com métodos violentos, que iam da tortura à execução sumária. Victor acabou expulso da organização por desonra e, em entrevistas posteriores, afirmou que seu envolvimento com o Esquadrão foi "a pior coisa que fez em sua vida".

Como essa história vai se ligar às milícias que assolam o Rio de Janeiro atualmente? Historiadores e especialistas afirmam que os 12 Homens de Ouro e a Escuderie Detetive Le Cocq, que atuava de maneira similar, serviram de base para a criação dos grupos paramilitares atuais. A premissa é a mesma: policiais, militares e até políticos que atuam na surdina e fora da lei para eliminar criminosos --ou exterminar adversários que surjam em seu caminho.

E o futuro de Pedro Dom?

Se o personagem de Flavio Tolezani estará cada vez mais envolvido com sua "elite policial", o destino de Pedro é um mistério nos novos episódios. É que a primeira temporada termina com o criminoso em uma moto no túnel Rebouças, que liga as zonas norte e sul do Rio de Janeiro, com viaturas da polícia fechando as duas saídas. Cercado, ele saca uma granada, puxa o pino e arremessa o explosivo na direção de alguns carros.

Na vida real, foi exatamente nessa noite que Pedro morreu. Ele até conseguiu furar o bloqueio policial no túnel após disparar sua arma diversas vezes contra os policiais e jogar uma granada para o alto. A perseguição continuou pelas ruas da Lagoa. Tiros furaram o pneu da moto de Pedro, que seguiu a fuga a pé e entrou em um prédio. Ele foi atingido por vários disparos e chegou a ser levado ao hospital Miguel Couto, no Leblon, mas não resistiu. Seu pai acusou a polícia de extermínio --mais uma ironia do destino para a família Lomba.

O Pedro da vida real teve um filho com Ângela Cerqueira, sua companheira na época, mas não chegou a conhecer o menino --aliás, a namorada precisou exigir um exame de DNA para provar que o bandido era o pai do garoto. Atualmente, o herdeiro tem 16 anos.

Na ficção, o último episódio de Dom traz um desdobramento similar: Jasmin (Raquel Villar), que tem um relacionamento tumultuado com o protagonista, revela a Victor que espera um filho de Pedro. Ela aguarda o jovem na entrada do prédio em que ele mora durante horas, mas não consegue dar a notícia ao namorado: ele já teve outra recaída, fez um novo assalto e está sendo caçado pela polícia na tal perseguição que o levou até o túnel Rebouças.

A primeira temporada de Dom está disponível no Prime Video, plataforma de streaming da Amazon, desde 4 de junho. Confira o trailer da produção:


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