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1 CONTRA TODOS

'Quero mostrar que sou mais do que a gostosona', desabafa Rita Guedes

Divulgação/Fox

Rita Guedes como Telma em cena da série 1 Contra Todos, ao lado do ator Júlio Andrade (Cadu) - Divulgação/Fox

Rita Guedes como Telma em cena da série 1 Contra Todos, ao lado do ator Júlio Andrade (Cadu)

LUCIANO GUARALDO

Publicado em 29/4/2018 - 15h37

A atriz Rita Guedes passou dez anos em Los Angeles, a meca do cinema e da TV mundial, e se inspirou com o movimento de empoderamento feminino que viu por lá. Sem encontrar personagens desafiadoras, ela decidiu ser produtora do próprio longa e passou a buscar papéis que se distanciem do perfil que mostrou nas novelas da Globo na década de 1990. "Sinto necessidade de mostrar que sou mais do que a gostosona", desabafa.

Não que ela tenha abandonado de vez os papéis sensuais. Na série 1 Contra Todos, cuja terceira temporada é exibida às segundas no Fox Premium 2, ela interpreta a ex-prostituta Telma, que abandonou a "vida fácil" para se casar com um político. O corpo em forma é um dos atributos da personagem, mas Rita enxerga algo a mais.

"Ela tem muitas camadas. Na segunda temporada, era uma mulher com dinheiro, poder, que conseguia tudo o que queria e não aceitava 'não' como resposta. Agora, ela está em uma nova situação, mostra mais o lado humano. Os episódios revelam de onde ela veio, o que ela já passou. Isso me fascinou", diz.

A profundidade de Telma é um salto para a atriz de 46 anos, que tem na carreira papéis como a sensual Paula de Irmãos Coragem (1995), a stripper Kênia de Desejos de Mulher (2002) e a sirigaita Kátia de Alma Gêmea (2005). "Os rótulos são muito comuns em novelas. Se julgam que você é bonita, fitness, vai ser sempre a gostosa. Se vai bem na comédia, vai fazer a engraçada. Isso limita muito", reclama Rita.

Ela também aponta um certo machismo dos diretores e autores na hora de escalar elenco. "Para falar a verdade, acho que para a mulher é muito mais difícil ter bons papéis. Porque as atrizes são muito rotuladas. Acontece com homens também, claro, mas com as mulheres é muito mais comum. E nós temos tanto para mostrar."

Rita como a stripper Kênia em Desejos de Mulher

Para fugir dos rótulos e explorar mais o seu talento, Rita passou para o outro lado da câmera e produziu o filme Mar Inquieto, um suspense dramático.

"No longa, eu interpreto a Anita, uma ex-viciada em drogas pesadas que tenta refazer a vida em um ambiente extremamente machista. Ela precisa sobreviver em uma praia, sozinha, grávida, supera várias dificuldades. É uma personagem totalmente diferente de tudo o que já fiz, com uma história muito forte", anima-se.

A atriz, inclusive, não descarta a possibilidade de virar também diretora e roteirista. "Eu gostei dessa coisa de ficar atrás das câmeras como produtora. Estou me arriscando ainda, mas acho muito interessante explorar outras facetas", adianta.

Momento especial
Na década que Rita passou fora do país, a produção audiovisual brasileira disparou, especialmente a de séries. Com a experiência de quem morou no coração da indústria do entretenimento, ela vê com empolgação esse novo cenário.

"Eu acho que a gente está numa das melhores fases criativas. Porque antes era muito fechado. Tinha o grupinho do cinema, o do teatro, as novelas da Globo, e quase nenhuma outra emissora produzia. Agora, abriu um leque. Hoje, você vê conteúdo de comédia, suspense, que era um gênero pouco feito no Brasil. A política está estragada, mas a produção artística é bacana. E a arte cura. Acho que voltei ao Brasil na hora certa", filosofa.

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