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Prédio que desabou no centro de SP aparece em série apocalíptica da Netflix

REPRODUÇÃO/NETFLIX

Imagem do edifício Wilton Paes de Almeida na série 3%, da Netflix; prédio pegou fogo e desabou - REPRODUÇÃO/NETFLIX

Imagem do edifício Wilton Paes de Almeida na série 3%, da Netflix; prédio pegou fogo e desabou

GABRIEL PERLINE - Publicado em 02/05/2018, às 13h38

O edifício Wilton Paes de Almeida, que desabou na madrugada de terça-feira (1º) no Largo do Paissandu, centro de São Paulo, fez parte do cenário da segunda temporada de 3%, série brasileira da Netflix, disponível desde o dia 27 de abril na plataforma de streaming. Na trama apocalíptica de Pedro Aguilera, o prédio degradado integra o Continente, lugar miserável em que os moradores sofrem com a falta de água e de alimentos.

Sua aparição acontece no primeiro e no oitavo episódios, e em ambos os momentos ocupa apenas cinco segundos. Ela antecede uma conversa entre Rafael (Rodolfo Valente), um soldado do exército do Maralto, com sua chefe, Marcela (Laila Garin). O agente anda pelas ruínas do Continente, e o fatídico prédio aparece no meio desse cenário inóspito.

Na vida real, o desabamento do edifício de 24 andares foi provocado por uma explosão que ocorreu no quinto andar. Por volta da 1h30 da madrugada de terça-feira, o local foi tomado pelo fogo, e o desabamento uma hora depois.

De acordo com informações da Polícia Civil, 169 famílias moravam no local, ocupado irregularmente e gerenciado pelo movimento LMD (Luta por Moradia Digna).

O prédio tinha 57 anos, foi projetado pelo arquiteto modernista Roger Zmekhol, em 1961, e serviu como sede do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e da Polícia Federal. Desde 2002, quando passou a ser administrado pela União, começou a ser habitado por famílias.

PEDRO SAAD/NETFLIX

Rodolfo Valente interpreta Rafael, agora um soldado do Maralto que faz jogo duplo em 3%

Tiro, porrada, bomba e sexo a três
Criticada em sua primeira temporada por causa do baixo orçamento, com figurinos e maquiagem de qualidade questionável, 3% voltou mais rica à Netflix. Os cenários que representam o Maralto e os efeitos especiais chamam a atenção. É a ação, porém, que salta aos olhos: a trama é repleta de tiro, porrada e bomba. Há até uma relação sexual a três.

O orçamento extra era necessário para que 3% apresentasse a história planejada por Pedro Aguilera na nova fase. Além de ter dois episódios a mais (são dez, contra oito do primeiro ano), a narrativa agora se divide em dois lugares: o rico Maralto, onde vivem os 3% aprovados no Processo, e o Continente, parte pobre, no qual o povo não tem o mínimo necessário para uma vida decente.

Há ainda novos personagens (vividos por atores globais, como Maria Flor e Fernanda Vasconcellos), novos cenários, novos conflitos e até uma nova linha temporal.

"Tudo expandiu. A narrativa e a mitologia, claro, porque agora abrimos dois mundos, mas os personagens também amadurecem. E, em um paralelo, a Netflix também expandiu, porque quando iniciamos a série ela não era o que é hoje", filosofa Bianca Comparato, protagonista da série.


Colaborou LUCIANO GUARALDO 

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