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No vácuo

De Marco Polo a Punho de Ferro; sete vezes em que a Netflix errou a mão

Fotos: Divulgação/Netflix

Cartaz promocional de Punho de Ferro com o ator Finn Jones; repercussão negativa inédita  - Fotos: Divulgação/Netflix

Cartaz promocional de Punho de Ferro com o ator Finn Jones; repercussão negativa inédita

JOÃO DA PAZ e LUCIANO GUARALDO

Publicado em 26/3/2017 - 7h22

Jamais a Netflix levou tanta surra da imprensa (e do público) quanto com o lançamento de Punho de Ferro, há uma semana. Considerada a pior série de herói produzida pela gigante do streaming, o drama teve más avaliações em todos os cantos do planeta. É acusado de ter uma história desconexa, um protagonista fraquíssimo e lutas risíveis _o que deveria ser justamente a maior vantagem do personagem principal.

Espalhafatosa, a trama conta a jornada de um menino de dez anos, filho de um empresário bilionário de Nova York, que sobrevive a um acidente de avião no Himalaia. Criado por monges em uma cidade mísitica, localizada em uma outra dimensão que se abre em um portal, passa 15 anos treinando kung fu. Ao atingir o nível máximo de habilidade, se transforma no Punho de Ferro e volta para Nova York.

O site Metacritic, que compila as análises dos principais veículos de entretenimento dos Estados Unidos, deu para Punho de ferro nota 37 numa escala de 0 a 100. Um desastre. Mas a Netflix não errou a mão só com essa série. Confira outras sete produções que beijaram a lona: 

O ator italiano Lorenzo Richelmy acabou ficando com a cara do fracasso que foi Marco Polo

Marco Polo
A Netflix tropeçou no próprio ego com Marco Polo, série sobre o desbravador italiano do século 13. Em plena expansão de seu catálogo original de séries, em 2014, chegaram os dez primeiros episódios da segunda série mais cara já feita até então (só perdia para Game of Thrones). A intenção era fazer algo grandioso igual à série da HBO, mas o desejo ficou longe de ser concretizado. A empresa tentou fazer uma série épica para abalar as estruturas do mercado televisivo, com atores de várias nacionalidades, e falhou. Culpa de atuações duvidosas e dados históricos não confiáveis. Marco Polo vai ficar marcada como o primeiro grande fracasso da Netflix.

A graça na comédia The Ranch, de Ashton Kutcher, só aparece no riso artificial da claque

The Ranch
A claque, aquela trilha de risadas inseridas entre os diálogos nas sitcons, salva séries, como The Big Bang Theory, desde 1950. Porém, não foi capaz de fazer a produção de Ashton Kutcher ser minimamente divertida. Os risos forçados "da plateia" inseridos em The Ranch não motivam o telespectador a demonstrar qualquer sentimento de alegria ao ouvir piadas sem graça da atração. Com um cenário tosco, que nem de longe lembra uma fazenda, The Ranch traz um ex-jogador de futebol americano, vivido por Kutcher, que retorna à sua cidade natal no interior dos Estados Unidos para cuidar dos negócios do pai caipira.

Em Flaked, o ator Will Arnett entrega uma série sem sentido ao misturar comédia com drama

Flaked
A série produzida e protagonizada pelo ator canadense Will Arnett entra naquela indefinição: é uma comédia ou um drama? Ele interpreta o quarentão Chip, alcoólatra em recuperação metido a guru que tenta manter sua imagem de homem sábio. É perfeitamente possível passar toda a temporada de Flaked sem dar uma única risada e ficar confuso tentando compreender o motivo pelo qual a Netflix produziu essa série. Talvez por um favor a Arnett, que faz a voz do cavalo BoJack na excelente animação BoJack Horseman. A revista Hollywood Reporter disse que Flaked "parece um exercício de roteiro de Arnett. Um melodrama exagerado". 

The Ridiculous 6
Em 2014, a Netflix assinou um acordo com o ator Adam Sandler para produzir quatro filmes estrelados por ele. O primeiro longa, porém, já devia ser um indício do desastre que estava por vir. The Ridiculous 6, um faroeste cômico sobre seis rapazes bem diferentes que descobrem que são filhos do mesmo homem, conseguiu a "façanha" de obter 0% de aprovação no site Rotten Tomatoes, que agrega resenhas de vários críticos. Apesar das piadas machistas, racistas e homofóbicas, o longa se tornou o mais assistido da Netflix na época de seu lançamento e, na última sexta (24), o serviço de streaming anunciou que fará mais quatro filmes com Sandler. Resta saber se serão no mesmo nível ridículo da estreia.

Colleen Ballinger e Eric Stocklin em cena sugestiva de Haters Back Off: humor para crianças?

Haters Back Off
A série de comédia surgiu quebrando barreiras: era a primeira produção estrelada por um personagem criado no YouTube. O problema é que Miranda Sings (Colleen Ballinger), a adolescente sem talento que deseja ser famosa, não é alguém pelo qual o público pode torcer. Em doses homeopáticas, com vídeos de três minutos, Miranda até rende algumas risadas. Em episódios de meia hora, porém, o egoísmo da personagem apenas irrita o público. Não ajuda que a série também faça referências a sexo, incesto e pedofilia a todo momento, para choque do público _boa parte do fã-clube de Miranda é formada por crianças. Passou mais longe do alvo pretendido que o batom vermelho de Miranda, que sempre vai além de seus lábios.

A atriz Famke Janssen segura personagem carbonizado em cena do terror Hemlock Grove

Hemlock Grove
Depois de estrear Lilyhammer, uma parceria com o canal sueco NRK, a Netflix investiu pesado no lançamento de três séries próprias em 2013: o drama House of Cards, a comédia Orange Is the New Black e o terror Hemlock Grove. Enquanto as duas primeiras se tornaram cartões de visita do serviço, marcando presença em premiações, Hemlock virou o "patinho feio" da turma: concorreu apenas em duas categorias técnicas do Emmy (música de abertura e efeitos visuais). No Rotten Tomatoes, sua avaliação é de 38%, e o jornal Los Angeles Times classificou a série como "terrível". Em setembro de 2014, dois meses após o lançamento da segunda temporada, a Netflix anunciou que Hemlock Grove voltaria para o terceiro e último ano. Assim, virou a primeira produção original do serviço a ser cancelada. Um verdadeiro pesadelo.

A vulgaridade do stand-up de Amy Schumer chocou até os fãs mais devotos da comediante

Amy Schumer: The Leather Special
A comediante sensação dos Estados Unidos está sofrendo duras críticas pelo seu primeiro especial de stand-up para a Netflix. O show de Amy Schumer, lançado no último dia 6, ganhou o rótulo de vulgar por trazer piadas sujas e detalhistas sobre a vida sexual da humorista. Os assinantes da Netflix não pouparam o stand-up, que está classificado apenas com uma estrela (de cinco) na plataforma. Em sua conta oficial no Instagram, Amy contra-atacou a avalanche de detrações e afirmou que os comentários negativos são obra de uma ação organizada de pessoas simpatizantes da alt-right (direita alternativa), grupo ultraconservador dos Estados Unidos.

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