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Aos 68 anos, Angela Vieira se desafia em série: 'A dificuldade fui eu mesma'

Reprodução/TV Globo

Com blusa estampada no cenário de uma livraria, Angela Vieira faz expressão de surpresa em cena da novela Bom Sucesso

Angela Vieira em cena de Bom Sucesso: atriz trocou atuação visual pela voz durante a pandemia

LUCIANO GUARALDO

luciano@noticiasdatv.com

Publicado em 27/8/2020 - 7h00

Aos 68 anos e na ativa há mais de quatro décadas, Angela Vieira ainda tem coisas para aprender e se desafiar profissionalmente. Durante a pandemia, ela topou o convite para participar de #tdvaificar..., audiossérie de cinco episódios que estreia nesta sexta (28). Para gravar sua voz em casa, a atriz teve de encarar de frente uma grande rival: a tecnologia. "A minha maior dificuldade fui eu mesma", conta, aos risos.

"Eu sou totalmente analógica, nada digital. Tive o auxílio do meu marido [o cartunista Miguel Paiva] na instalação de todo o equipamento", admite a atriz, que precisou aprender a lidar com microfones, cartões de memória e sites para envio de arquivos.

A série criada por Jaqueline Vargas (Sessão de Terapia e Malhação) conta uma história bem familiar para o público: a pandemia do coronavírus fez a população se isolar em casa, e os moradores de um condomínio precisam viver nessa nova realidade enquanto investigam a (ou se intrometem na) vida dos vizinhos.

Angela dá voz à síndica Cândida, que contrariando o clichê de quem ocupa esse cargo na ficção, é extremamente simpática com seus condôminos --até que uma reviravolta muda tudo e desperta um grande mistério.

Para a veterana, atuar como se estivesse em uma radionovela foi outro desafio. "Você não tem mais as muletas do gesto e do olhar para preencher as pausas. Nós gravamos sozinhos, cada um na sua casa, e eu tinha uma vontade enorme de ver o olho da Juliana [Silveira], do André [Mattos]. Foi muito difícil. Mas acho estimulante, é mais uma coisa para eu aprender", valoriza a artista ao Notícias da TV.

Revolução pela cultura

A atriz reconhece que a cultura atravessa um momento difícil no Brasil, com as produções paralisadas por causa da pandemia e com a falta de incentivo do governo. Mas, com a experiência de quem atua na TV desde 1978, Angela afirma que lutar pela arte não é nenhuma novidade na carreira dela ou da classe como um todo.

"O artista brasileiro está sempre subindo uma ladeira, feito cabra, o profissional de Artes Cênicas é um guerreiro. A Jaqueline fazer esse trabalho agora é um ato revolucionário. Nós mais do que nunca precisamos estar atentos e fortes para segurar nossa arte do jeito que pudermos. Foi difícil parar, mas a verdade é que o artista nunca para, e essa série foi uma oportunidade de continuar exercendo a arte, apesar de todas as amarras que nós estamos tendo", filosofa.

O primeiro episódio de #tdvaificar... será disponibilizado nesta sexta (28), com o lançamento de capítulos toda semana em plataformas digitais, como Spotify, Apple Music, Deezer, além do site oficial do projeto. Confira o teaser:


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