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O DOUTRINADOR

Anti-herói mata políticos corruptos e explode Congresso na TV: 'Catarse do povo'

Divulgação/Space

O ator Kiko Pissolato aponta arma em cena da série nacional O Doutrinador, estreia do Space

O ator Kiko Pissolato é o protagonista de O Doutrinador, série que chega ao Space neste domingo (1º)

LUCIANO GUARALDO

Publicado em 1/9/2019 - 5h27

Em um país controlado por corruptos, a população sai às ruas para protestar contra o governo e a favor de melhores condições de vida. Poderia ser um retrato do Brasil, mas é ficção. Na série O Doutrinador, que estreia no canal Space neste domingo (1º), um anti-herói vira ícone ao matar políticos. Chega ao ponto de explodir o Congresso para extirpar os ladrões. "É a catarse do povo, mas é ficcional", lamenta o protagonista, Kiko Pissolato.

A atração televisiva reconta a história apresentada nos cinemas no ano passado. Gira em torno de Miguel (Pissolato), um policial que vê a filha ser atingida por uma bala perdida e morrer porque o hospital público não pode atendê-la --a verba da saúde foi desviada pelos governantes. Frustrado por não conseguir prender os culpados por meios legais, ele parte para a execução crua e simples. Coloca uma máscara de gás e assume a identidade do anti-herói.

"Para mim, o que torna o Doutrinador interessante são os vilões", diz o ator de 39 anos, nerd de carteirinha e fanático pelos heróis de quadrinhos. Ele ressalta que, ao contrário de personagens como Batman e Superman, que enfrentam malvados com superpoderes, os arqui-inimigos de seu personagem são mais identificáveis.

"A gente vive uma dualidade política no Brasil, e o objetivo de Doutrinador não é ser um filme político, é entretenimento de ação. E aí a catarse provocada com a explosão do Congresso fica no campo ficcional mesmo, o objetivo é fazer com que a arte promova aquilo que na vida não é permitido. Ninguém está dizendo que matar é certo. Tem até um discurso no fim que é meio piegas, mas necessário", ressalta ele.

Arma só na ficção

O ator, que ficou conhecido do público brasileiro ao interpretar o motorista Maciel na novela Amor à Vida (2013), teve que pegar no batente para encarar seu primeiro protagonista na TV. Recém-recuperado de um acidente de bicicleta, entrou pesado na malhação e fez aulas de luta militar russa para ficar com corpo de herói.

"Também aprendi a atirar, uma coisa que eu nunca tinha feito. A gente vê o Keanu Reeves fazendo curso de tiro para viver o John Wick [no cinema] e quer fazer igual", brinca Pissolato, aos risos.

Ele considera a experiência com as armas divertida, mas afirma que jamais as levaria para sua vida pessoal. "Era como um brinquedo na mão, um esporte. Mas tirar dali e levar para a rua é outra história. Sou completamente contra. Quanto menos armas na rua, mais segura a sociedade. Não tem que armar a população, tem que desarmar os bandidos", filosofa.

Em meio ao discurso antiarmas, ele demonstra que a revolta com políticos não é apenas de seu personagem.

"Tem que se preocupar com aquele cara que estava com cem fuzis na Barra da Tijuca [Alexandre Mota de Souza, amigo do acusado de matar a vereadora Marielle Franco]. Se o presidente diz que o cidadão precisa de armas para sentir a liberdade, eu digo o contrário. É opressão, não tem outro sentido. Os 'acidentes' que ocorrem com armas em casa, os crimes passionais, tudo vai aumentar. E é muito fácil ter acesso, eu mesmo posso comprar arma agora", diz.

A primeira temporada de O Doutrinador tem sete episódios e será exibida todo domingo, às 21h, com reprises às segundas, terças, quartas e sábados. O canal Space já encomendou uma segunda temporada.

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