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NA WARNER

Ainda vale a pena ver Seinfeld, 30 anos depois da estreia da primeira temporada?

Imagens: Divulgação/NBC

De blazer escuro, o calvo Jason Alexander abraça pelo ombro o colega Jerry Seinfeld em cena da série Seinfeld

Jerry Seinfeld com Jason Alexander no primeiro episódio da comédia Seinfeld; série volta à TV paga na Warner

JOÃO DA PAZ

Publicado em 11/6/2020 - 5h13

Além da mais pura nostalgia, ainda vale a pena ver Seinfeld (1989-1998), 30 anos depois da estreia? Nesta quinta-feira (11), a Warner exibe uma maratona da primeira temporada daquela que é considerada a melhor comédia de todos os tempos. Oportunidade para lembrar que sim, a série é tão atemporal que ainda é possível aprender e se divertir com ela.

Os cinco episódios que deram os passos iniciais de Seinfeld serão exibidos na sequência, a partir das 12h50. Embora o piloto (primeiro episódio) tenha ido ao ar em 1989, a temporada completa só entrou no ar no ano seguinte.

Seinfeld fincou seu lugar na história com o rótulo de comédia sobre nada. Longe de ser depreciativa, essa definição sintetiza que a série não tinha uma narrativa específica que a guiava. Os episódios existiam com a função de mostrar a vida de quatro amigos em Nova York encarando as atividades mais banais do cotidiano, como esperar a hora de jantar em um restaurante ou guardar lugar na fila do cinema.

Ao longo de sua trajetória, Seinfeld abordou temas mais sensíveis, como racismo e homossexualidade, mas à sua maneira, destilando acidez e sensibilidade, sem ser apelativa. Essas características foram uma marca da série, como fazer um episódio inteiro sobre masturbação sem citar a palavra que é tabu uma única vez.

Jerry Seinfeld encara Julia Louis-Dreyfus na 1ª temporada de Seinfeld; amizade entre ex-casal


Como decifrar uma mulher

Na primeira temporada, a comédia não se aprofundou tanto. As situações encenadas foram mais corriqueiras, de fácil identificação mesmo três décadas depois, pois são coisas que ainda ocorrem entre amigos.

Logo no episódio de estreia, o comediante Jerry Seinfeld (interpretado por ele mesmo) trava uma discussão com o amigo de longa data George (Jason Alexander) sobre algo que os homens nunca dominaram: entender nas entrelinhas exatamente o que uma mulher quer dizer.

Jerry conta que recebeu uma ligação de uma amiga, que disse que estaria em Nova York e "talvez" o encontraria. Ele quer vê-la, mas George tenta segurar a onda do amigo, pois diz que o comediante é apenas um "segundo plano". Caso contrário, ela não usaria verbos na condicional nem diria "talvez".

Jerry aceita encontrá-la, imaginando criar um clima para o encontro acabar com algo a mais, pois essa foi sua interpretação. Mas daí ele quebra a cara, exemplo de que compreender o sexo feminino não é fácil mesmo.

Outro dilema bem contemporâneo, e aparentemente sem uma resposta definitiva, é fazer amizade com o(a) ex. Amizade mesmo, de sair juntos e trocar ideias, compartilhar sentimentos, e não só manter um contato frio, distante. É o que Jerry lida no segundo episódio com Elaine (Julia Louis-Dreyfus). Ex-casal de namorados, os dois concordam em ser amigos. Durante uma festinha e um casamento, vão ter de lidar com as esquisitices de uma relação assim, mas dão um jeito.

Jerry Seinfeld fez com Julia Louis-Dreyfus um passeio tradicional dos anos 90: ir à locadora

A primeira temporada de Seinfeld mergulha em contratempos diversos, como entregar a chave do apartamento para o vizinho e, de repente, chegar em casa e descobrir que foi roubado, porque esqueceu a porta aberta. Ou conviver com alguém mão-de-vaca, incapaz de pagar um lanche ou um almoço para os amigos.

No quarto episódio, a comédia entra discute como é praticamente impossível terminar uma amizade entre homens --colegas de infância, por exemplo. Jerry encara isso ao tentar "romper" com um rapaz de que ele não gosta, mas não consegue. É como se as amizades masculinas simplesmente durassem para sempre.

Seinfeld dispara o gatilho da nostalgia em várias cenas, como a que Jerry e Elaine estão em uma locadora atrás de filmes VHS para assistir. O mundo analógico da atração ativa as boas memórias de quem viveu a década de 1990. Mas a comédia é mais do que isso, e essa primeira temporada, recheada de momentos hilários e inspiradores, comprova o quanto a série é diferente das demais.

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