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MANDALA

Musa da TV, há 33 anos Vera Fischer vivia incesto em novela e paixão nos bastidores

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

A atriz Vera Fischer com expressão desconfiada como a personagem Jocasta em cena da novela Mandala

A atriz Vera Fischer em cena da novela Mandala; personagem dela teve dois relacionamentos incestuosos

FERNANDA LOPES

fernanda@noticiasdatv.com

Publicado em 16/10/2020 - 6h45

Vera Fischer voltou a ficar em alta na mídia com a reprise de Laços de Família (2000) no Vale a Pena Ver de Novo --a atriz caiu nas graças dos internautas e tem aparecido nos trending topics do Twitter quase diariamente. Mas o drama vivido por Helena na novela de Manoel Carlos é fichinha perto do que a personagem dela viveu em Mandala, novela que estreava há 33 anos na Globo.

O folhetim, de autoria de Dias Gomes (1922-1999), tinha uma tragédia grega como ponto de partida e explorava vários tabus da sociedade. A Globo teve até de negociar em Brasília a exibição de cenas mais controversas. No ano de 1987, a Ditadura Militar (1964-1985) já havia acabado, mas a Censura Federal ainda existia (só acabou no ano seguinte).

O tema mais polêmico de Mandala era o incesto. A história dos personagens principais era baseada em Édipo Rei, tragédia de Sófocles em que um filho se apaixona pela própria mãe.

Na primeira fase da novela, Laio (Taumaturgo Ferreira) engravidou Jocasta (Giulia Gam/Vera Fischer) e pediu conselhos a seu guru espiritual. O místico previu que o menino, chamado de Édipo, odiaria o pai e se envolveria romanticamente com a mãe. Assustado, Laio tramou para que a enfermeira do hospital sumisse com o bebê.

Anos depois, Jocasta encontrou Édipo (Felipe Camargo) por acaso, ao se tornar chefe da então namorada dele. Sem saberem do parentesco, os dois se apaixonaram.

A censura tentou proibir uma cena de beijo entre eles, sob a alegação de que seria muito agressiva para o público. Após muitas negociações, a Globo conseguiu que a sequência fosse ao ar com o argumento de que os personagens desconheciam suas condições de mãe e filho.

Segundo incesto e paixão arrebatadora

A personagem de Vera ainda passa por uma segunda relação de incesto na novela: o irmão de Jocasta era secretamente apaixonado por ela. Creonte (Gracindo Jr.) sentia muito ciúme e raiva da irmã por não poder expressar sua paixão sem ser repreendido. Ele se esforçava para afastar todos que se interessavam por Jocasta.

A protagonista, no entanto, não terminou a novela nem com o irmão nem com o filho. Jocasta engatou um romance mais tranquilo e livre de tabus com o carismático Tony Carrado (Nuno Leal Maia) e teve seu final feliz com ele.

Nos bastidores, no entanto, Vera Fischer se envolveu numa paixão avassaladora com Felipe Camargo. O namoro logo evoluiu para um casamento, em 1988, e em 1993 nasceu Gabriel, filho deles.

Os dois voltaram a trabalhar juntos na novela Pátria Minha (1995), mas o clima já era outro: as constantes brigas do casal criaram atritos nos bastidores e problemas nas gravações, o que fez com que o autor Gilberto Braga resolvesse matar os personagens de Vera e Camargo num incêndio e tirá-los definitivamente da trama. Os atores se separaram no mesmo ano.


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