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ORGULHO E PAIXÃO

Em novela, Murilo Rosa mostra que a 'zona da amizade' existe há mais de século

Raquel Cunha/TV Globo

Agatha Moreira (Ema) e Murilo Rosa (Jorge) em Orgulho e Paixão: é amor ou amizade? - Raquel Cunha/TV Globo

Agatha Moreira (Ema) e Murilo Rosa (Jorge) em Orgulho e Paixão: é amor ou amizade?

LUCIANO GUARALDO, no Rio de Janeiro

Publicado em 24/3/2018 - 6h53

Grande drama dos relacionamentos atuais, a chamada "friend zone" (zona da amizade, quando uma pessoa gosta da outra, mas a segunda vê a primeira apenas como amiga) não é uma novidade do século 21. Em Orgulho e Paixão, que se passa em 1910, o advogado Jorge (Murilo Rosa) sofre com esse dilema com a amada Ema (Agatha Moreira).

"Realmente, essa amizade é um dos maiores problemas do Jorge. Ele cuida dos negócios da família da Ema, viu a menina crescer, e uma relação linda surgiu entre os dois. Só que a cumplicidade de amigos acabou virando amor. E ele não consegue colocar o que sente em palavras, não sabe se expressar direito", explica o intérprete.

Para dificultar as chances do advogado, a própria Ema tenta juntá-lo com outra mulher. Casamenteira favorita da região do Vale do Café, a melhor amiga de Elisabeta (Nathalia Dill) defende que Jorge pode formar um bom par com Amélia (Letícia Persiles), uma mulher doce, mas com uma doença incurável.

"O Jorge, inicialmente, não quer nada com a Amélia, mas a Ema o empurra tanto para essa moça que ele acaba cedendo e começa a encará-la de outra forma. Como se trata de um homem muito ético, muito íntegro, ele assume a responsabilidade de cuidar dessa mulher doente, de saúde frágil", adianta Rosa.

O problema é que Ema perceberá que também tem sentimentos românticos pelo amigo. Nenhum dos dois conseguirá se declarar para o outro, mas o destino se encarregará de juntá-los. "A Ema vai morar na casa do Jorge e da Amélia, vai virar uma loucura, um triângulo amoroso repleto de conflitos", diz.

Herói romântico
Como o casal protagonista de Orgulho e Paixão, Elisabeta e Darcy (Thiago Lacerda), tem uma relação que recorre mais ao humor do que ao drama, Jorge assume o posto do mocinho tradicional de folhetim.

"Ele é o típico herói romântico, respeitoso, apaixonado, que sofre. E tudo é exagerado pelo fato de se passar em 1910, quando os costumes eram outros, a relação homem e mulher era diferente", justifica.

Interpretar o advogado, aliás, fez com que Rosa se sentisse de volta à sua adolescência. "O comportamento desse homem de 40 e poucos anos é similar ao que eu tinha com 17. Aquele amor que te deixa travado, sem saber o que dizer, e que quando chega ao fim parece que você vai morrer, que o mundo acabou. É isso que o Jorge sente. Mas ele tem mais de 40 anos! Acho isso muito interessante."

Na preparação para a novela, Murilo Rosa assistiu a filmes que adaptam a obra de Jane Austen (1775-1817), autora cujos livros inspiraram Orgulho e Paixão. A história das cinco irmãs Benedito é extraída de Orgulho e Preconceito, enquanto a de Jorge e Ema é inspirada no livro Emma _no cinema, a casamenteira foi vivida por Gwyneth Paltrow em um longa de 1996 que até ganhou o Oscar.

"Eu vi os dois filmes, mas o Jorge não é um personagem de composição. Ele é mais leve, preciso apenas medir onde começa o drama, encontrar um equilíbrio saudável. Acho que ele tem muito a ver comigo na questão da simpatia, de querer agradar às outras pessoas", explica o ator, que em 2018 completa 25 anos de carreira.

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