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Nostalgia

A Próxima Vítima faz 20 anos; relembre cinco mortes misteriosas

Fotos: Divulgação/TV Globo

Aracy Balabanian e Tereza Rachel em cena de A Próxima Vítima, novela exibida pela Globo em 1995 - Fotos: Divulgação/TV Globo

Aracy Balabanian e Tereza Rachel em cena de A Próxima Vítima, novela exibida pela Globo em 1995

PAULO PACHECO

Publicado em 12/3/2015 - 6h02

Um dos maiores sucessos da Globo nos anos 1990, A Próxima Vítima completa 20 anos de sua estreia nesta sexta-feira, 13. Fenômeno de audiência (média de 51 pontos no Ibope de São Paulo), a trama escrita por Silvio de Abreu marcou época por explorar de maneira inédita o gênero policial no horário nobre. Misturando melodrama e suspense, prendeu os telespectadores com uma sequência de mortes misteriosas no decorrer da história.

Com José Wilker, Aracy Balabanian, Lima Duarte, Gianfrancesco Guarnieri, Susana Vieira e Tony Ramos no elenco, A Próxima Vítima foi "estrelada" por um carro, o Opala preto do assassino misterioso, Adalberto Vasconcelos (Cecil Thiré), que foi revelado apenas no final. Logo na estreia, fez sua primeira vítima e atropelou Paulo Soares (Reginaldo Faria). A partir dessa morte, a história se inicia.

A novela girava em torno de três perguntas: "Quem está matando?", "Por que está matando?" e "Qual será a próxima vítima?". A cada nova morte, a história se renovava. Os crimes foram queimas de arquivo decorrentes da morte de Gigio di Angelis (Carlos Eduardo Dolabella), morto a tiros por Adalberto em 1968.

"Posso dizer que foi a [novela] que mexeu mais com a minha imaginação dentro do gênero policial e, nesse campo, foi realmente uma inovação", avalia Silvio de Abreu. Para o autor, A Próxima Vítima fez sucesso pelo elenco, a junção do melodrama com a trama policial e a direção de Jorge Fernando, Rogério Gomes e Marcelo Travesso.

Deborah Secco (Carina) e José Wilker (Marcelo) são filha e pai em A Próxima Vítima

Além de ter feito sucesso no Brasil, A Próxima Vítima foi exportada para mais de 20 países, entre eles Estados Unidos, México, Venezuela e Portugal. Na versão internacional, teve o final alterado. Em Cuba, virou radionovela. Na Rússia, ganhou versão impressa e vendeu 52 mil exemplares.

Doutor em Teledramaturgia Brasileira e Latino-Americana pela USP (Universidade de São Paulo), Mauro Alencar acredita que A Próxima Vítima ultrapassou o clichê do "quem matou?", tão recorrente nas novelas, e instigou a imaginação do telespectador.

"Silvio de Abreu com A Próxima Vítima ampliou a narrativa criminal uma vez que qualquer personagem poderia ser 'a próxima vítima'. Com isso, construiu um thriller perfeito, sem abrir mão do condimento folhetinesco necessário à edificação de uma novela das oito", argumenta Alencar, membro da Academia de Artes e Ciências da Televisão em Nova York (EUA).

Lima Duarte (Zé Bolacha) e Tony Ramos (Juca) são pai e filho em A Próxima Vítima

Para Raphael Scire, crítico de teledramaturgia do Notícias da TV e autor do livro Crimes no Horário Nobre (2013), sobre a vida e as novelas de Silvio de Abreu, o autor ousou ao usar o suspense e os crimes na trama inteira, e não apenas na reta final, como acontece no "quem matou?".

"Ele privilegiou a narrativa policial em detrimento da história amorosa, tanto que ele reconhece que em determinado momento da trama teve que equilibrar um pouco as duas. Se considerarmos que o suspense ao longo de toda trama é algo pouco comum na nossa teledramaturgia, sim, foi ousado", afirma Scire.

Além dos crimes, A Próxima Vítima inovou nas tramas paralelas, como o casal gay formado por Lui Mendes e André Gonçalves e o preconceito racial no núcleo de uma família negra de classe média.

A Próxima Vítima teve 11 assassinatos ao longo da trama. Relembre cinco mortes misteriosas:

Paulo Soares (Reginaldo Faria)

Paulo Soares, que na verdade se chamava Arnaldo Roncalho, foi assassinado logo no primeiro capítulo da novela, atropelado pelo Opala preto de Adalberto Vasconcelos em um dia chuvoso. Paulo conduzia o iate onde Gigio di Angelis foi assassinado, durante uma festa, por Adalberto. Morreu porque testemunhou o crime.

Cleber Noronha (Antonio Pitanga)

Cleber era garçom na festa em que Gigio di Angelis fora assassinado. Anos depois, ele trabalhava como contador para várias firmas. Ele esperava o elevador em um prédio quando foi abordado por Adalberto Vasconcelos. Assim que a porta se abriu, o elevador não estava no mesmo andar, e Cleber foi empurrado para o fosso.

Julia Braga (Glória Menezes)

Mulher da alta sociedade, Julia estava na festa em que Gigio di Angelis fora morto. Ela descobriu a identidade do assassino misterioso e recebeu o aviso de que seria a próxima vítima. Tentou fugir do país, mas antes foi encontrada por Adalberto Vasconcelos, que atirou no carro dela. A bala estilhaçou o para-brisas e atingiu o peito de Julia.

Josias da Silva (José Augusto Branco)

Josias trabalhou como garçom no iate onde Adalberto matou Gigio di Angelis e também foi testemunha do crime. Ele esperava um trem quando o serial killer apareceu e o empurrou para a linha ferroviária. Morreu atropelado.

Eliseo Jardim (Gianfrancesco Guarnieri)

Última vítima de Adalberto, tinha observado com um binóculo a morte de Gigio di Angelis e passou a chantagear o serial killer com cartas anônimas. Quando foi descoberto pelo assassino, morreu asfixiado na garagem da mansão onde morava com a mulher, Filomena Ferreto (Aracy Balabanian).


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