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Dieta

Tamires engorda 5 kg em reality; saiba evitar a 'síndrome de BBB'

Reprodução/TV Globo

Tamires em um de seus momentos de chateação durante sua passagem pelo BBB 15 - Reprodução/TV Globo

Tamires em um de seus momentos de chateação durante sua passagem pelo BBB 15

ODARA GALLO

odara@noticiasdatv.com

Publicado em 15/3/2015 - 23h35
Atualizado em 18/3/2015 - 5h16

Saudade da família, estresse e insegurança com a aparência foram alguns dos fatores que fizeram a dentista Tamires Peloso, 24 anos, desistir de Big Brother Brasil 15 e abandonar o programa, na semana passada, com cinco quilos a mais do que os 73 que entrou. Os telespectadores do reality show da Globo testemunharam mais de uma vez as alterações de humor e momentos em que ela descontava suas frustrações na comida.

Atacar o alimento por ansiedade é comum em pessoas confinadas e expostas à tensão. A endocrinologista Maria Fernanda Barca explica que esse mecanismo começa a ser desenvolvido bem cedo, ainda na infância. “Aquele costume de dar alguma coisa para a criança comer, fora de hora, como um prêmio para ela ficar quieta, faz um condicionamento no cérebro de que a tristeza se resolve com comida”, afirma.

Mesmo quem não desenvolve esse hábito quando criança pode adquirir ao longo da vida e entrar num círculo vicioso que varia entre tristeza, ataque à comida, satisfação e culpa. A médica explica ainda que o estresse agudo libera hormônios que diminuem o ritmo do metabolismo, o que por si só já pode resultar no ganho de peso.

“O corpo tem algumas memórias de como eram nossos antepassados. Quando ele se vê em uma situação de estresse, libera esses hormônios que fazem de tudo para poupar energia, para o caso de a pessoa precisar correr, fugir, ficar escondida, como era no tempo das cavernas. Além disso, a depressão, por exemplo, diminui o nível de serotonina, que é a responsável pela saciedade”, diz.

Para evitar a "síndrome de BBB" e não deixar as frustrações rotineiras interferirem na balança e, principalmente, na saúde, a especialista dá algumas dicas que ajudam a ter mais consciência nesse processo:

Atacar a causa

Aliviar a ansiedade comendo é a consequência e não a causa do problema, ou seja, a dieta sozinha trata apenas de apagar o incêndio e não costuma ter bons resultados. É preciso perceber onde estão os pontos fracos e os motivos de maior estresse e minimizá-los, para que o corpo entre em equilíbrio e não libere os hormônios que deixam o metabolismo lento.

Nesse caso, vale o que funcionar melhor e couber na rotina: acupuntura, meditação, corrida, caminhada, dança, luta, entre outras atividades e terapias prazerosas que liberam serotonina e evitam o ataque à comida.

Diminuir os danos

Outro fator que causa o desequilíbrio metabólico é o consumo de doces e carboidratos em exagero. O organismo acaba trabalhando demais para dar conta daquele açúcar todo na corrente sanguínea e o pâncreas fica sobrecarregado, o que pode resultar até em diabetes.

Para diminuir esses danos, a dica é evitar comer o carboidrato ou doce sozinho e de estômago vazio. Aquela saladinha que é servida antes das refeições, por exemplo, é perfeita para evitar os picos de açúcar no sangue, e as fibras ainda ajudam a dar uma sensação maior de saciedade, ou seja, a tendência é chegar com menos apetite na refeição principal.

Respeitar os lanches

Ficar grandes períodos sem comer também favorece os picos de açúcar no sangue. Fazer lanches entre as refeições acelera o metabolismo e diminui o apetite para a refeição seguinte. Nesse caso, a endocrinologista orienta a tomar cuidado com os sucos de frutas, pois eles também são fontes de açúcar, e bebê-los de estômago vazio pode ser uma armadilha. Fontes de proteína são opções mais indicadas, como castanhas e amêndoas torradas.

Matar a vontade

A ideia de nunca mais poder tocar em uma comida calórica é perturbadora para a maioria das pessoas que come demais por ansiedade. Como essa ideia faz com que muitas nem consigam começar uma dieta, ter uma luz no fim desse túnel é essencial para a restrição alimentar não virar um fator a mais de estresse.

É possível separar uma refeição por semana para enfiar o pé na jaca e voltar para a linha no restante da semana. Depois do esforço de uma semana inteira, a recompensa pode ficar ainda mais gostosa do que quando ela era devorada em um momento de estresse.


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