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Na guerra contra pirataria, TV se agarra na esperança de retomada para estancar crise

REPRODUÇÃO/CANAIS GLOBO

Montagem com Hank Voight (Jason Beghe) em Chicago P.D. e Rodrigo Hilbert no Tempero de Família

Hank Voight (Jason Beghe) em Chicago P.D. e Rodrigo Hilbert no Tempero de Família, produções da TV paga

ERICK MATHEUS NERY

erick@noticiasdatv.com

Publicado em 9/8/2021 - 20h41

Enquanto enfrentam uma guerra contra a pirataria e uma acentuada queda no número de assinantes, as operadoras de TV paga enxergam um sinal de esperança com a retomada econômica após a pandemia da Covid-19. Na visão das principais empresas do setor, o aumento da renda dos brasileiros pode estancar os resultados negativos recentes da área.

"À medida em que as pessoas começam a sair de casa e o efeito da retomada econômica não acontece, as pessoas não estão empregadas, não sustentam as suas rendas... Esses dois movimentos aceleram a falta de demanda pelo mercado. Acho que o [avanço do] streaming continua impactando, mas não é isso que acelera a queda da base [de assinantes]", avaliou André Guerreiro, diretor de inteligência de mercado e análise de dados da Claro.

Durante o primeiro dia de debates do Pay TV Fórum, realizado nesta segunda-feira (9), o executivo ressaltou que a pirataria é um "movimento incontrolável e um caso de polícia". "Se não tiver um rigor governamental para ajudar a resolver esse problema, não vão ser as operadoras que conseguirão resolver sozinhas", pontuou.

"É um caso cultural e governamental do Brasil. Também acho que é um caso de renda, parto do princípio que as pessoas são honestas. O que dificulta é que o cara não tem dinheiro e precisa dar entretenimento para a família dele que está dentro de casa. Então, ele vai achar caminhos alternativos para poder entregar isso. É uma combinação de fatores, a retomada econômica ajuda a minimizar esse efeito da pirataria e ações conjuntas das operadoras com o governo", destacou Guerreiro.

Raphael Denadai, presidente da Sky, também apontou os efeitos da prática ilegal no setor: "O nosso maior concorrente é a pirataria, de todas as empresas da TV paga. De acordo com os cálculos da Ancine [Agência Nacional do Cinema], as perdas anuais são estimadas em R$ 10 bilhões para a TV paga, e isso vem aumentando ano a ano".

"Fazemos um trabalho muito forte de combate, inclusive com publicidades, que geram frutos, e os resultados já aparecem. Os números de equipamentos [piratas] apreendidos em 2021 já superam tudo o que foi recuperado entre 2018 e 2020, cerca de 1 milhão de produtos piratas que conseguimos retirar do mercado. É uma batalha que todos temos que comprar", complementou.

Uma das estratégias estudadas pela Sky é a flexibilização de pacotes conforme as distintas praças. "Existem limitações, mas já estamos trabalhando para conseguir. Algumas customizações nós conseguimos fazer e já estamos fazendo, começa com os investimentos em publicidades e temas locais. É um processo", reforçou Denadai.

Segundo dados da Anatel divulgados em julho de 2021, a TV paga perdeu 1.268.239 assinantes entre maio de 2020 e maio de 2021, período durante a pandemia de Covid-19. Com esses números, o setor registrou uma base com menos de 14 milhões de clientes, nível de mercado alcançado em 2012.


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