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Sherlock Holmes tenta evitar guerra mundial em estreia do Cinemax

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Os atores Jude Law e Robert Downey Jr. em Sherlock Holmes - O Jogo das Sombras, de 2011 - Divulgação

Os atores Jude Law e Robert Downey Jr. em Sherlock Holmes - O Jogo das Sombras, de 2011

ALESSANDRO GIANNINI, Especial para o Notícias da TV - Publicado em 16/05/2015, às 05h54

Quem gosta de ler certamente passou pela experiência do romance policial, um catalizador potente da literatura. E quem tomou gosto pelo gênero muito provavelmente experimentou a prosa sofisticada do autor britânico Arthur Conan Doyle (1859-1930) e seus livros protagonizados pelo detetive Sherlock Holmes. A Inglaterra vitoriana na qual as aventuras de Holmes e seu fiel amigo Watson são ambientadas foi retratada em muitos filmes, alguns deles, inclusive, interpretados por um Roger Moore muito distante do James Bond que o consagrou. Esse tempo, no entanto, passou e a releitura dessas histórias e desse período se faz quase uma imposição, como se vê em Sherlock Holmes - O Jogo das Sombras (2011), que estre neste sábado (16), no canal pago Cinemax.

A abordagem do diretor Guy Ritchie para o investigador cerebral criado por Doyle no fim do século 19 não é nova, nem deveria ser objeto de surpresa ou indignação. Ritchie iniciou a série de filmes inspirados nos casos de Holmes em 2009, com Sherlock Holmes, com Robert Downey Jr. no papel título, Jude Law no de Watson e Jared Harris interpretando o vilão professor Moriarty.

Nessa primeira aventura, é compreensível o estranhamento causado pelo contraste do velho (a arquitetura clássica, os figurinos sofisticados) e o novo (as modernas engenhocas mecânicas e o ritmo frenético da ação). Em O jogo de Sombras isso parece importar menos, na medida em que está dado até para quem não viu o filme anterior, tamanha a quantidade de publicidade que se faz para os blockbusters hoje em dia. 

Na nova aventura, Holmes entra em um novo desafio intelectual com o professor Moriarty. Desta vez, o detetive tenta impedir que seu arqui-inimigo manobre para que a Europa mergulhe em uma guerra mundial, abrindo caminho para a dominação econômica da região e, em seguida, do mundo por meio da venda de um sofisticado arsenal de "modernas" armas e munições. A história é inspirada principalmente em O Problema Final e inclui o desfecho nas Cataratas de Reichenbach.

O filme começa com uma situação que pode ser classificada como a máxima subversão dos tabus envolvendo a relação entre Holmes e seu fiel companheiro, Watson. Este último está para se casar com Mary (Kelly Reilly), o que acabaria de vez com qualquer sugestão (objeto desde sempre de debates e até teses acadêmicas) de que a intimidade entre os dois amigos seria muito mais profunda. No entanto, a novidade se esvai em pouco tempo, com a proverbial intervenção do detetive de Baker Street _justificada de forma quase infantil e arrogante por ele.

Downey Jr., Law e Harris (em menor grau) parecem muito  mais à vontade encarnando os personagens centrais. Não tanto pela permanência, mas por se encaixarem em personas que parecem se adequar ao que o imaginário do star system hollywoodiano convencionou serem em suas vidas pessoais. Ritchie e seus roteiristas, claro, usam isso tudo a favor do filme e afastam a necessidade de fidelidade ao gênio literário e à tradição dos romances de Doyle. Afinal, como preconizavam Alfred Hitchcock ou Stanley Kubrick, para citar apenas dois cineastas consagrados pelos críticos e pela academia, livros e filmes são obras independentes.

Sherlock Holmes - O Jogo das Sombras arrecadou mais de US$ 543 milhões, superando o primeiro filme em bilheteria.


Sherlock Holmes - O Jogo das Sombras

Estreia: 16/5, às 21h. Onde: Cinemax

Reprises: 17/5 (domingo), às 18h; 19/5 (terça), às 21h; 23/5 (sábado), às 23h15; e 27/5 (quarta), às 18h


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