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NATAL MODERNO

Filme do Disney+, Noelle faz anúncio da Amazon e quebra tradição do Papai Noel

REPRODUÇÃO/DISNEY+

A atriz Anna Kendrick usa um gorro de Papai Noel e trajes vermelhos em cena de Noelle (2019); ela sorri e está em um cenário coberto de neve

Anna Kendrick é a protagonista de Noelle (2019), filme do Disney+ que quebra a tradição do Papai Noel

DÉBORA LIMA e VINÍCIUS ANDRADE

debora@noticiasdatv.com

Publicado em 6/12/2020 - 6h45

Filme original do Disney+, Noelle surpreende o espectador ao fazer propaganda de duas das suas principais concorrentes no streaming: a Amazon e a Apple, donas do Prime Video e da Apple TV+, respectivamente. Permeado por vários costumes típicos do Natal, o longa ainda quebra a maior tradição de todas: a figura do Papai Noel.

Uma conhecida música natalina já descreve os traços do personagem: é "bom velhinho", com "cabelo, barba branca e colete vermelhinho". Noelle até começa exaltando todas essas características, mas o decorrer do longa prova que nem todo costume precisa ser preservado.

Lançado em 2019 nos Estados Unidos, o filme só chegou ao catálogo da plataforma no Brasil no último dia 27. Na trama, Noelle (Anna Kendrick) é a caçula do Papai Noel (Jay Brazeau). Ela sempre teve que apoiar e encorajar seu irmão Nick (Bill Hader), que está prestes a assumir o ofício do pai.

Quando o velho Noel morre e chega o momento de o jovem comandar toda a operação que envolve o Natal, o personagem de Bill Hader foge do Polo Norte. A sua irmã, então, rouba as renas e embarca em uma jornada rumo a Phoenix, no Arizona, para encontrá-lo.

Enquanto ela tenta se adaptar aos costumes dos norte-americanos para trazer o irmão de volta à casa da família Kringle, quem assume o controle dos duendes e do processo de entrega dos presentes é o primo Gabe (Billy Eichner).

O parente tem como objetivo informatizar todo o sistema e aposentar as renas. A ideia dele é deixar os presentes nas casas das crianças utilizando o sistema de entregas da Amazon (aí entra uma das propagandas do Disney+). Já a Apple aparece em alguns momentos porque os pequenos têm nos iPads o seu pedido preferencial.

Noelle é dirigido e roteirizado por Marc Lawrence, um especialista no gênero de comédia romântica. O cineasta já esteve à frente de projetos como Letra e Música (2007), Amor à Segunda Vista (2002), Miss Simpatia (2000) e Perdidos em Nova York (1999).

Mamãe Noel, sim!

A Disney tem adotado em suas produções --infantis ou não-- um tom mais moderno e que pode ser considerado até feminista. A empresa do Mickey Mouse percebeu que o mundo mudou, e as protagonistas das histórias estão cada vez mais empoderadas. Tal alteração pode ser vista, por exemplo, em Mulan (1998), Valente (2012) e Frozen: Uma Aventura Congelante (2013).

E, agora, essa narrativa "girl power" também está em Noelle. Apesar de a personagem de Anna Kendrick começar o filme com uma postura imatura e, por vezes, até mimada e egoísta, há um amadurecimento notável durante sua jornada.

Enquanto procura pelo irmão, a jovem percebe em si mesma as características que seriam exclusivas àqueles (lê-se homens) na linha de sucessão do trono do Papai Noel: entender todas as línguas, distinguir os "levados" dos "bonzinhos", adivinhar os desejos das crianças e, principalmente, ter empatia. Não coincidentemente, Nick não possui nenhum desses requisitos.

É justamente Nick quem percebe o óbvio: Noelle é muito mais capacitada para salvar o Natal do que qualquer outro membro da família. E o simples fato de ser mulher não deveria impedi-la de exercer tal função.

Antes designada apenas a fazer os cartões natalinos, a jovem encara um tribunal de elfos domésticos anciões, prova que entende o real significado da data e consegue o "cargo" mais importante do Polo Norte.

Dessa forma, Noelle traz duas valorosas lições (além da natalina): quebra a tradicional figura do bom velhinho homem e com a barba branca. Além disso, mostra que lugar de mulher é onde ela quiser, até mesmo no trono de Mamãe Noel!

Assista ao trailer do filme:


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