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Decálogo de Kieślowski

Com aborto e sexo, Os Dez Mandamentos polonês deixa Record de cabelo em pé

REPRODUÇÃO/FILM POLSKI

A atriz Grazyna Szapoloswka caracterizada como Magda em cena de Não Amarás, ela olha através de um círculo em uma barreira de virdro

A atriz polonesa Grazyna Szapolowska em Não Amarás, um dos dez episódios do Decálogo

DANIEL FARAD

vilela@noticiasdatv.com

Publicado em 10/10/2020 - 6h55

O telespectador das novelas bíblicas da Record pode sentir certa curiosidade diante dos dois episódios do Decálogo, do polonês Krzysztof Kieślowski (1941-1996), que ganharam espaço nos principais serviços de streaming. Afinal, a série traz a temática dos dez mandamentos para a Varsóvia dos anos 1980 --só que em uma roupagem que pode chocar os que acompanharam o folhetim protagonizado por Guilherme Winter.

O diretor explora as contradições e ambiguidades de cada uma das ordens divinas em histórias que se cruzam em um conjunto habitacional na capital polonesa. Em vez de parábolas evangelistas, com lições de moral, a produção coloca o dedo na ferida e faz o público se questionar diante de dilemas éticos que vão do aborto às relações poliamorosas.

A Imovision disponibilizou os telefilmes Não Matarás (1985) e Não Amarás (1988) para compra ou aluguel nas principais plataformas, como Claro Now, Vivo Play, Apple TV, Google Play e YouTube. Os preços variam entre R$ 14,90 e R$ 19,90.

O primeiro cruza o caminho de um estudante desempregado, um taxista e um advogado recém-formado diante de um crime para discutir punitivismo e pena de morte, com conclusões que podem irritar os conservadores que apoiam a política armamentista do presidente Jair Bolsonaro.

O segundo, por sua vez, acompanha um jovem de 19 anos que passa a observar os encontros amorosos de sua vizinha mais velha por meio de uma luneta. Ele então entrega a sua inexperiência a essa mulher, cujo comportamento sexual ainda é visto como "prafrentex" em 2020.

Joia rara

O Decálogo de Kieślowski é considerado uma espécie de joia da televisão mundial, produzido em uma época em que o veículo não gozava do mesmo prestígio que tem hoje --em que grandes estrelas do cinema passam a disputar a tapa papéis que podem render uma indicação ao Emmy.

Os episódios Não Matarás e Não Amarás, inclusive, ganharam essa roupagem em filmes de média metragem para competir em festivais importantes como Veneza, Berlim e Cannes.

O polonês, contudo, não foi o único a fazer os críticos da TV morderem a língua antes da "era de ouro". O dinamarquês Lars Von Trier produziu a série de terror O Reino (1994), enquanto o alemão Rainer Fassbinder colecionou elogios com a minissérie Berlin Alexanderplatz (1980). Até Ingmar Bergman se aventurou com Cenas de Um Casamento (1974).


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