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Longe das novelas, Regina Duarte diz que não se fazem mais 'heroínas poderosas'

Reprodução/Viva

A atriz Regina Duarte durante depoimento à série documental As Vilãs que Amamos, do canal Viva - Reprodução/Viva

A atriz Regina Duarte durante depoimento à série documental As Vilãs que Amamos, do canal Viva

REDAÇÃO

Publicado em 26/6/2019 - 5h38

Regina Duarte não está satisfeita com os rumos que as novelas atuais têm dado às suas protagonistas. A atriz, que ficou conhecida como "namoradinha do Brasil" e fez sucesso interpretando heroínas emblemáticas na TV, acredita que hoje são as vilãs que dominam as novelas e a preferência do público porque as mocinhas têm deixado a desejar.

A atriz, que não faz novelas desde Tempo de Amar (2017), deu depoimento à nova série documental do canal Viva, As Vilãs que Amamos. Regina refletiu sobre a relevância das vilãs nas novelas e também fez suas críticas.

"Acho que as vilãs acabam sendo amadas porque elas revelam para o telespectador um lado obscuro que ele não tem coragem de assumir que tem. Daí essa identificação com coisas que não podem ser ditas, ações que não podem ser feitas. Acho que é daí que as vilãs ganham seus adeptos", filosofou.

"E também, ultimamente, elas têm ganhado sempre a preferência do público. Tenho notado que elas são melhores. São mais ricas do que as mocinhas. Têm mais ingredientes, mais capacidade de sedução. São mais complexas, menos óbvias, menos chatas. Acabam reinando absolutas nas tramas. Mas acho que isso se deve a uma incapacidade de se fazer heroínas poderosas. Eu fiz algumas", alfinetou.

Certa de que vilãs são muito superiores, a atriz diz que há traços de vilania inclusive em uma de suas principais mocinhas, a Helena de Por Amor (1997). Na novela, reprisada atualmente no Vale a Pena Ver de Novo, a personagem entrega o próprio filho recém-nascido para a filha mais velha criar, porque o bebê dela não sobreviveu.

"Acho que as duas figuras dramatúrgicas contêm características uma da outra. Não existe nenhuma heroína mocinha que não tenha características vilanísticas. Por exemplo, tem uma vilania no gesto de doar o filho pra própria filha. Tem muito amor [por ela], mas tem muito desamor pelo marido", ressaltou.

Sem trabalhos na TV, Regina tem chamado mais atenção nos últimos meses por seu posicionamento político --ela apoiou publicamente Jair Bolsonaro quando o então deputado ainda era apenas candidato à Presidência. Atualmente, ela também trabalha nos ajustes finais de sua autobiografia.

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