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PRIVILÉGIOS PARA ATORES

'A gente era mais feliz na época do Boni', diz Maitê Proença sobre trabalho na Globo

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Maitê Proença e José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, concedem entrevista para Pedro Bial

Maitê Proença e José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, em 2017, durante entrevista para o Conversa com Bial

REDAÇÃO

Publicado em 26/6/2020 - 21h05
Atualizado em 27/6/2020 - 13h12

Maitê Proença disse que o elenco da Globo era "mais feliz" na época em que José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, comandava a emissora. Segundo a atriz de 62 anos, os diretores desse período promoviam atitudes para agradar os artistas e assegurar a permanência deles no elenco da casa, que ainda estava no início das operações.

"Era muito bom, era a época do Boni, época áurea da TV Globo. Ele mantinha aquilo, a gente era mais feliz na época do Boni. A gente trabalhava mais, mas era de um jeito mais familiar", falou a atriz em uma live no Instagram para o criador de conteúdo digital Marcos Michalak, nesta sexta-feira (26).

Na conversa, ele a questionou sobre o papel na novela Um Sonho a Mais (1985). "Tinha coisa demais na novela, elementos demais, acho que foi um excesso, era tudo estranho. O público sentiu falta de uma normalidade, mas a gente se divertia muito fazendo ela", explicou Maitê.

Em seguida descreveu, ela descreveu sobre a felicidade de trabalhar com Boni contando uma história dos bastidores da minissérie O Sorriso do Lagarto (1991), gravada em Paraty (RJ).

"O [Roberto] Talma [diretor da trama] falou assim: 'Vocês querem sair, beber de noite e pela manhã não dá para trabalhar. Já sei o que vou fazer, vocês querem ir pro pagode, tocar música, cantar, beber cachaça, então tá. A gente vai brincar à noite, durmam a hora que vocês quiserem, mas quero começar a gravar às 7h. Quando der 10h30, paramos e vocês vão dormir'".

A concessão foi analisada por Maitê como um "agrado" do diretor com o objetivo de promover a felicidade do elenco: "Era tudo assim, pensado mais para os atores serem felizes. A Globo tinha oito anos quando cheguei lá, tava nascendo. A gente fez aquilo acontecer e virar o que virou".

"Mas, naquela época, a TV Globo precisava mais dos atores do que os atores precisavam dela, então eles agradavam a gente para ficarmos lá. Na verdade, o que dava status para os atores era fazer teatro, cinema. Televisão era visto assim [com olhos tortos]. Então, eles pagavam bem e agradavam para que ficassemos ali, depois foi invertendo", concluiu a veterana.

Confira a live de Maitê Proença:

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