RAISSA SANTANA

Finalista no Dancing Brasil, miss negra quer virar atriz: 'Vou estudar muito'

Fotos: Blad Meneghel/Record TV

Raissa Santana entre os dançarinos profissionais Paulo Victor Souza (à esq.) e Tutu Morasi: atuação na dança - Fotos: Blad Meneghel/Record TV

Raissa Santana entre os dançarinos profissionais Paulo Victor Souza (à esq.) e Tutu Morasi: atuação na dança

LUCIANO GUARALDO - Publicado em 11/04/2018, às 05h12

Eleita Miss Brasil em 2016, Raissa Santana está acostumada a ser julgada e a quebrar paradigmas _ela foi a segunda negra a levar o título na história do concurso, 30 anos depois da pioneira Deise Nunes. Sem medo de avaliações, a finalista do Dancing Brasil planeja seguir os passos de Vera Fischer e Renata Fan e se lançar em uma carreira na TV.

"Quando acabou meu reinado como Miss Brasil, eu já tinha planos de fazer teatro. E gostaria de ter um programa no futuro. Mas vou estudar muito, porque sei que não é fácil. E eu tenho só 22 anos, sou nova, ainda tenho que amadurecer", justifica.

A vontade de ser artista ganhou novo fôlego durante a participação no reality de dança da Record, cuja final acontece nesta quarta (11), ao vivo, às 22h30. É que, além de aprender coreografias, Raissa precisa contar uma história em cada performance, atuando mesmo sem ter nenhuma fala. "O dançarino não só executa, ele é um artista completo. E o programa despertou essa vontade em mim", conta.

Apesar de já ter se apresentado em trajes de banho nos concursos de beleza, Raissa se considera uma pessoa tímida e confessa que sentiu dificuldade em alguns ritmos nos quais precisou explorar sua sensualidade.

"O PV [Paulo Victor Souza, parceiro de Raissa no reality] falava: 'Agora mais sexy! Agora engraçada! Agora apaixonada'. E eu não fazia ideia de como fazer, de como atuar. Mas aos poucos acho que fui pegando o jeito", lembra.

Paulo Victor e Raissa após apresentação de salsa com inspiração africana na quarta passada (4): quase atriz

'Duas pernas esquerdas'
Quando recebeu o convite para participar do Dancing Brasil, a Miss Brasil hesitou. "Eu não tinha nenhuma experiência com dança, demorei duas semanas para responder. Nesse tempo, peguei um amigo e fui fazer uma aula de samba de gafieira para ver se eu levava jeito ou se tinha duas pernas esquerdas (risos)", conta.

Por não ter nenhuma experiência prévia, Raissa achou que não iria longe na competição. "No primeiro ritmo já bateu um nervosismo, achei que fosse sair logo de cara. Mas eu queria muito ficar e me esforcei, ensaiava mesmo quando estava morta de cansaço. E meu corpo foi se transformando no de uma dançarina, o que eu achei lindo."

Momentos difíceis, como aqueles em que é avaliada pelo trio Jaime Arôxa, Fernanda Chamma e Paulo Goulart Filho, não tiram a ex-miss do sério. Ela até prefere ser criticada: "Se eles passam a mão na cabeça, eu não sei o que preciso melhorar".

"Eu já fiz vários concursos, estou acostumada a ser julgada, né? E, olha, eu acabo as danças meio zonza, na hora da avaliação eu nem sei direito o que os jurados estão dizendo. Só depois é que eu vejo os vídeos", admite a morena de 22 anos. 

Enquanto a carreira artística não vem, Raissa planeja continuar dançando. "Já procurei algumas escolas para fazer dança contemporânea e jazz. Eu me encontrei mesmo como dançarina", revela.

E, sem fugir de desafios, ela não teme os percalços que a vida de atriz e/ou apresentadora podem apresentar: "O Dancing é uma prova de fogo. Quem passa por ele pode fazer qualquer coisa".

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