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PIADA COM RELIGIÃO

Fábio Porchat revela que consulta padres para especial de Natal: 'Cabeça aberta'

REPRODUÇÃO/YOUTUBE

Fábio Porchat em entrevista  veiculada no YouTube; ele está sentado, veste uma camiseta preta e aponta os dois dedos indicadores para o alto

Fábio Porchat em entrevista no YouTube; o ator falou sobre o especial do Porta dos Fundos

Fábio Porchat revelou que costuma consultar líderes religiosos para aprovar o roteiro do especial de Natal do Porta dos Fundos. "Eu dou para padres e pastores lerem. Só que gente com a cabeça aberta. E leem e me falam o que está certo, o que está errado e até falando 'aqui vai ser mais sensível'", declarou o humorista.

"E em nenhum momento teve alguém que falou 'não lança isso, isso é uma afronta'. O que acontece é que a gente tem que aprender a rir e brincar com tudo", detalhou Porchat em entrevista ao jornalista Leo Dias, do Metrópoles.

De acordo com o apresentador da Globo, ao longo dos anos, o tradicional especial de Natal nunca causou tanta revolta quanto em 2019, quando a sede da produtora de vídeos foi atacada com coquetéis molotov: "O que será que aconteceu de 2018 para 2019? O que mudou no Brasil? As pessoas estão mais violentas e mais agressivas".

"Todo mundo pode ter opiniões políticas divergentes, sempre foi assim. Mas, a gente não tinha isso lá atrás, não tinha ódio nesse nível", argumenta.

Porchat também deu mais detalhes sobre sua opinião a respeito de como o humor brasileiro foi se modificando nos últimos anos: "Você pensa no bordão do Zorra Total: 'Isso é uma bichona'. Isso jamais passaria hoje. O que o Porta dos Fundos acabou fazendo inconscientemente nos últimos anos foi rir de quem está no poder, rir de quem bate, não de quem apanha".

Apesar de ser famoso por se aventurar em tópicos políticos, o humorista cortou temas polêmicos de seu novo stand-up nomeado Histórias do Porchat: "As pessoas estavam sentindo falta de se reunirem para dar risada. Quis fazer um espetáculo sem polêmica, sem política. Ninguém aguenta mais política! Queria fazer um negócio para contar histórias das minhas viagens".

"Eu não preciso colocar política em tudo o que eu faço. Posso me posicionar nas minhas redes e no Papo de Segunda, que é mais sério. Acho que nesse momento o Brasil está pedindo calma, algo mais leve. Não quero chegar no teatro e alguém gritar 'fora Bolsonaro!'. Eu já grito fora Bolsonaro nas minhas redes", explicou.

Confira abaixo a entrevista na íntegra.


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