ESPECIALISTA RESPONDE

Hipnose no BBB20: É ético o show que Pyong Lee armou no reality da Globo?

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Felipe Prior olha para o dedo de Pyong Lee em sessão de hipnose no BBB20

Felipe Prior é hipnotizado por Pyong Lee em show armado dentro do Big Brother Brasil 20 na terça (3)

PAOLA ZANON e VINÍCIUS ANDRADE - Publicado em 03/03/2020, às 18h44

A última madrugada do BBB20 ficou marcada por um show de hipnose de Pyong Lee. Após ele provocar choro em Ivy Moraes ao projetar a imagem do filho da modelo em Gabi Martins, alguns internautas questionaram se foi profissionalmente ético o que o youtuber fez, e se isso não poderia gerar alguma consequência ruim para quem participou. De acordo com o Instituto Brasileiro de Hipnose, não houve falhas de conduta.

"Se a outra pessoa permitir [a hipnose], ele pode fazer. Para entrar em estado de transe e sono profundo, a pessoa precisa se permitir a isso, precisa querer passar por essa experiência. Em relação ao debate ético, quando a pessoa dá o aval, ela está se permitindo, e está dentro da ética", explica o hipnólogo Daniel Menezes, instrutor do instituto, ao Notícias da TV.

Rafa Kalimann, Thelma Assis, Felipe Prior, Manu Gavassi, Marcela Mc Gowan, Gizelly Bicalho, Gabi Martins, Daniel Lenhardt e Ivy Moraes, que protagonizou o momento mais emocionante do show de Pyong Lee, participaram. Ele fez a mineira enxergar o filho Luiz Miguel, de 3 anos, projetado em Gabi Martins. A atual líder abraçou e beijou bastante Gabi, enquanto chorava. Todos ficaram impressionados.

"É um presente de líder da sexta semana. Luiz Miguel está de joelhos aí na sua frente. Você vai ter três minutos para ver e abraçar ele. Você vai ficar muito feliz. Quando você abrir os olhos, ele estará ajoelhado na sua frente", orientou Pyong. Assista ao vídeo abaixo:

"Na hipnose condicionativa, nós chamamos isso de técnica de projeção. Nós utilizamos o canal telepático. Pelo canal telepático, há essa possibilidade da comunicação vibracional entre mentes à distância. Não tem limites nem barreiras para que a pessoa possa ver o outro, principalmente quando há uma ligação muito próxima e muito afetiva. No caso, mãe e filho", diz o instrutor.

"Não tem consequência psicológica nenhuma para a Ivy. Ela viu e se emocionou porque, realmente, a mente fez ela ver o filho. No caso do filho, como a pessoa receptora, ele vai ter algumas intuições e sentir a presença da mãe quando isso acontece", ensina Daniel Menezes.

Durante a exibição, Pyong ainda fez Ivy e Rafa enxergarem Tiago Leifert em Manu Gavassi, deixou Felipe Prior se sentir bêbado, outros esqueceram o próprio nome ou ficaram gagos. Essa é a "hipnose de palco".

"Existe a hipnose de palco e de show, que as pessoas gostam de fazer graça com os outros, e existe a hipnose clínica, que é a hipnose que trata e cuida da mente, tendo em vista que a mente é que cuida de todo o corpo. A fisiologia do corpo vai executar aquilo que a mente está pensando. Já diz o ditado: 'Mente sã, corpo são'", fala o instrutor do Instituto Brasileiro de Hipnose, que faz um alerta.

"A hipnose é muito benéfica em todos os casos, exceto essa de fazer gracinha em show e palco porque você pode desencadear um trauma adquirido na infância, no passado. Mas uma hipnose feita de uma forma séria não tem risco nenhum, pelo contrário, somente benefícios", ressalta.

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