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IMPACTA VIDA ADULTA

Bullying, fama e choro no BBB21: Entenda o déficit de atenção de Fiuk

REPRODUÇÃO/GLOBOPLAY

Imagem de Fiuk com chapéu no BBB21

Fiuk no BBB21; ator explicou sua experiência com o TDAH para os confinados do reality

ERICK MATHEUS NERY

erick@noticiasdatv.com

Publicado em 1/2/2021 - 7h00

Nos primeiros dias do BBB21, Fiuk se emocionou ao revelar para os colegas de confinamento que foi diagnosticado com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) ainda na infância. No relato, o brother disse que tinha problemas para se relacionar com os colegas e sofria bullying por isso. E a fama é um dos fatores que pode agravar o estado de saúde dos pacientes.

"O estresse se constitui como uma negativa nutrição para esse transtorno, alimentando-o. Existe uma ideia delirante de que as pessoas que são celebridades não têm problemas ou transtornos. Por ela ser famosa, é aí que mora outro engano, aumentando mais ainda a pressão em relação ao famoso", pontua o psicológo Alexander Bez.

Durante o desabafo, o filho de Fábio Jr. relembrou algumas situações vivenciadas no período escolar: "Não era uma coisa positiva na escola, os moleques acabavam comigo. Não conseguia ser amigo de ninguém. As meninas sempre ficavam com dó, mas até a minha pré-adolescência foi brabo. Sempre tinha que me isolar, sentar no canto da sala".

Segundo Bez, relatos como o de Fiuk mostram alguns dos sintomas do transtorno, que também incluem dificuldade de socialização, atenção desfocada, vários erros em lições ou trabalhos, perda de objetos facilmente, entre outros.

O tratamento para o TDAH é composto pela combinação da psicoterapia com medicamentos. "Não há cura, por ser uma condição neurológica. Porém, com o tratamento, a concentração melhora, a impulsividade diminui, assim como a ansiedade que o transtorno provoca", ressalta o psicólogo.

A dificuldade de socialização relatada pelo cantor também fez com que ele sofresse bullying. Telma Abrahão, biomédica especialista em educação emocional, explica que esses ataques podem gerar consequências na vida adulta: "Eles acabam achando que merecem ser maltratados porque não são bons o suficiente, que não foram como as pessoas esperavam que eles fossem".

"Tudo isso acaba desenvolvendo uma falsa crença sobre si mesmo, uma crença limitante. Porém, quando há o apoio emocional da família, a chance é de que a pessoa supere o trauma durante a adolescência e consiga chegar na fase adulta de uma forma emocionalmente saudável", complementa Telma.


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