Sangue 'salvador'

Sem Cidade Alerta, Record perde para SBT e cai para terceiro lugar

Reprodução/TV Record

Marcelo Rezende apresenta o Cidade Alerta durante o jogo Brasil x Alemanha, na última terça (8) - Reprodução/TV Record

Marcelo Rezende apresenta o Cidade Alerta durante o jogo Brasil x Alemanha, na última terça (8)

PAULO PACHECO - Publicado em 09/07/2014, às 17h36 - Atualizado em 15/07/2014, às 06h04

Mal visto dentro da própria emissora, o sensacionalista Cidade Alerta vem salvando a Record do fiasco. Se não fosse o programa de Marcelo Rezende, com mais de três horas de duração e poucos comerciais, a rede de Edir Macedo perderia quase um ponto de audiência e ficaria em terceiro lugar no Ibope, atrás do SBT. 

Levantamento inédito obtido pelo Notícias da TV mostra que a Record só foi vice-líder no Ibope da Grande São Paulo no primeiro semestre de 2014 graças ao Cidade Alerta. Entre janeiro e junho, a emissora registrou média de 4,7 pontos nas 24 horas, contra 4,6 do SBT. Sem o programa, perderia 0,6 ponto e a vice-liderança. Ficaria com 4,1, ante os mesmos 4,6 da rede de Silvio Santos.

Sem o Cidade Alerta, a Globo saltaria mais de um ponto no primeiro semestre: de 10,5 para 11,6. Na faixa do Cidade Alerta, entre 17h20 e 20h40, a emissora exibiu boa parte dos jogos da Copa do Mundo, em junho.

Durante o Mundial, aliás, Marcelo Rezende salvou a Record de um fiasco. A rede chegou a dar traço no Ibope contra o futebol, mas o jornalístico conseguiu recuperar a audiência. Graças ao Cidade Alerta, a Record empatou com o SBT na média mensal: 4,8 pontos.

A Record perderia para o SBT em todos os meses de 2014 sem a audiência do Cidade Alerta, que se destoa do restante da programação. É o único programa diário da emissora que alcança dois dígitos, com picos de 14 pontos, incomodando as novelas da Globo. A rede, aliás, cogitou recontratá-lo para alavancar o ibope vespertino, porém a ideia foi abortada.

Desprezado dentro da Record

Em 2011, os bispos da Record, preocupados com a queda no Ibope, ordenaram o relançamento do Cidade Alerta, que tinha sido banido em 2005 pelo conteúdo sensacionalista. Por causa disso, o retorno do jornalístico foi malvisto e desprezado dentro da emissora.

Para ressuscitar o Cidade Alerta, a Record investiu forte e tirou José Luiz Datena da Band, perdoando os R$ 20 milhões que o apresentador devia aos bispos. Deu certo. Na estreia, o programa teve picos de 16 pontos na Grande São Paulo.

Nos bastidores, porém, o clima era pesado. Após dois meses de reclamações ao vivo, Datena deixou a Record. A rede tentou com William Travassos e Reinaldo Gottino, sem sucesso. O programa saiu do ar e só voltou em junho de 2012, com Marcelo Rezende.

Sucesso de audiência, o jornalístico dá prejuízo e mantém a vice-liderança da Record às custas de pouco retorno comercial, com apenas três intervalos em mais de três horas de programa. Anunciantes não querem associar sua marca ao sensacionalismo. Em maio, Marcelo Rezende chegou a parar uma cobertura ao vivo por um comercial de medicamento contra micose.


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