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'Não somos robôs'

Renata Vasconcellos defende direito de se emocionar no Jornal Nacional

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Renata Vasconcellos com camisa azul e óculos em entrevista durante a edição do Altas Horas de sábado (11)

Renata Vasconcellos em entrevista durante a edição do Altas Horas que foi ao ar no sábado (11)

REDAÇÃO

Publicado em 12/7/2020 - 10h10

Durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o Jornal Nacional tem chamado mais a atenção dos telespectadores, não só pelas reportagens sobre este momento conturbado no mundo, mas também pelas reações de William Bonner e Renata Vasconcellos à realidade. A âncora admitiu que tem expressado mais reações, como suspiros e voz embargada, e acredita que também há espaço para emoção no jornalismo.

Renata deu entrevista para Serginho Groisman na edição de sábado (11) do Altas Horas. O apresentador comentou que, atualmente, qualquer respiro diferente dela ou de Bonner é notado pelo público e repercutido nas redes sociais.

"A gente tem essa percepção. A televisão ao vivo é muito transparente. Então, por mais técnica que nós tenhamos, tem muita emoção, muita emoção. Eu transbordo de emoção. Às vezes você não pode lutar contra isso", defendeu Renata.

"Claro que nós temos técnica e a noção do que é preciso ser feito pra levar com a menor interferência possível aquela mensagem, aquela notícia. Mas nós também somos seres humanos. A televisão ao vivo passa essa verdade. Então às vezes uma pausa, um respiro, uma voz embargada, uma emoção ou um tropeço não são conscientes, mas fazem parte e estão ali. Nós não somos robôs, somos humanos, somos brasileiros, estamos juntos no mesmo barco", opinou a jornalista.

Renata ainda comentou que entende que, quando deixa transparecer suas emoções no telejornal, isso gera uma conexão com quem está assistindo em casa e passando por sentimentos semelhantes. "Isso faz parte da empatia", comentou.

Durante o programa, Groisman reexibiu o editorial do Jornal Nacional do dia em que o Brasil chegou a 50 mil mortos por Covid-19, em que Bonner e Renata ressaltaram que não se trata apenas de números, mas de pessoas, familiares, amigos que se foram.

Apesar de todas as dificuldades que o Brasil enfrenta, a âncora acredita que o povo brasileiro é capaz de se colocar no lugar do próximo e exercitar a empatia, ter boas ações.

"Eu acho que todos os brasileiros sabem da importância da empatia, de se colocar no lugar do outro, se identificar, mas não de uma forma só de ideias. É importante que as divergências existam, mas eu me refiro a essa empatia de se colocar no lugar de quem sofre, quem teve a perda de um parente. E nós temos isso, brasileiro tem capacidade de se unir na crise e se reconhecer no outro", afirmou.

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