Fluvia Lacerda

Principal modelo plus size do Brasil sofre para abrir sua vida em reality show

Reprodução/Instagram

A modelo plus size Fluvia Lacerda posa para foto publicada em seu Instagram

A modelo Fluvia Lacerda tem de expor sua vida pessoal no reality Beleza GG, do canal E!

FERNANDA LOPES - Publicado em 04/01/2020, às 05h28

Fluvia Lacerda é modelo desde o início dos anos 2000, já saiu na capa de revistas de moda conceituadas, como a Vogue, e é considerada até hoje a principal modelo plus size brasileira. Ainda assim, para ela é muito difícil expor sua vida no reality show que protagoniza no canal E!, Beleza GG. A segunda temporada estreia neste ano, e Fluvia sofre nas gravações.

"O processo é doloroso, mas a mensagem vale a pena. Sou muito fechada, reservada, e tô aprendendo a lidar com essa coisa de abrir minha porta pra ter uma câmera enfiada na minha cara o dia inteiro. Tenho muita dificuldade com isso", confessa.

O reality tem foco nas rotinas e nos bastidores profissionais das vidas de Fluvia e de Mayara Russi, que também é modelo plus size (mas muito mais "aparecida" do que a colega). Durante meses, a equipe do programa acompanha as modelos em suas sessões de fotos, desfiles, e também em suas casas, nas tarefas cotidianas. Esse é o ponto mais complicado para Fluvia.

"Eu construí uma carreira no mundo da moda, mas sempre fui uma pessoa muito fechada. Então pra mim é uma luta interna enorme pra conseguir abrir o meu mundo para as pessoas. Na segunda temporada me sinto mais em paz em relação a conseguir expor certas coisas do meu mundo, que na primeira foi uma batalha. Eu consigo agora entender o valor que aquilo tem pra outras pessoas", afirma.

O valor ao qual Fluvia se refere é a "educação" do público em relação ao tratamento e ao respeito que pessoas acima do peso merecem. Após lidar ao longo de toda sua vida com questões como gordofobia, piadas sem graça e críticas à sua aparência, ela acredita que mostrar cenas da vida real de uma modelo plus size pode provocar empatia e derrubar preconceitos dos telespectadores.

"O programa consegue evidenciar que a gente vive no palco da hipocrisia, que ainda há preconceito. A gente expõe que as pessoas não são ensinadas a praticar o respeito pelo próximo, a cuidar da própria vida e deixar que o próximo viva como quer. Tem pessoas que falam que a gente tá vivendo um momento chato, com tanto mimimi. Essas são as pessoas que têm preguiça de se reformar moralmente", fala Fluvia.

"Eu quero que as pessoas que passam pelo que a gente já passou [assistam o programa e] tenham um ganho muito grande na questão psicológica. Se o mundo começar a se desconstruir desses padrões que foram impostos, eu acho que a gente vai conseguir mudar muita coisa", completa Mayara Russi. A nova temporada do Beleza GG ainda não tem data de estreia definida no canal E!.

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