APÓS PRIMEIRA TEMPORADA

Por violência, Justiça altera classificação indicativa de Choque de Cultura na Globo

ARTUR MENINEA/GLOBO

Caito Mainier, Raul Chequer, Leandro Ramos e Daniel Furlan comandam o Choque de Cultura na Globo - ARTUR MENINEA/GLOBO

Caito Mainier, Raul Chequer, Leandro Ramos e Daniel Furlan comandam o Choque de Cultura na Globo

GABRIEL PERLINE - Publicado em 15/12/2018, às 14h49

O Ministério da Justiça determinou a alteração da classificação indicativa do Choque de Cultura, exibido aos domingos na Globo logo após a sessão de filmes Temperatura Máxima. O programa de humor, que estreou em setembro, passou de "livre" para "não recomendado para menores de dez anos" por conter violência.

O entendimento do Ministério da Justiça, segundo o despacho publicado no Diário Oficial da União na terça-feira (11), é que as reproduções de cenas de filmes e as falas dos atores do Choque de Cultura, em determinados momentos, não se encaixam dentro da classificação livre.

O programa é apresentado pelo personagem Rogerinho do Ingá (Caito Mainier), com comentários de Maurílio dos Anjos (Raul Chequer), Julinho da Van (Leandro Ramos) e Renan (Daniel Furlan). Todos são motoristas de van --apresentados como os maiores nomes do transporte alternativo do país-- e fazem avaliações e observações nonsense sobre os filmes exibidos no Temperatura Máxima.

As falas dos personagens são politicamente incorretas para os padrões Globo. Na abertura do último programa da temporada, exibido no dia 2 de dezembro, Rogerinho do Ingá xinga o público de casa ao iniciar os comentários sobre o filme Círculo de Fogo. "Achou que nao ia ter filme de robô hoje? Achou errado, querido telespectador otário", disse.

Na sequência, uma fala bastante engraçada do personagem Renan é um relato de tortura e maus-tratos a seu próprio filho, que embutem a ideia de violência.

"Eu tatuei o corpinho do meu filho, Renanzinho, inteiro. Com tatuagens caseiras para evitar que ele faça escolhas equivocadas de tatuagens na adolecênscia e me aparecer em casa com um gnomo, fumando um baseado sentado em cima de um cogumelo. Aí fiz as costas dele toda trabalhada num salmo bíblico, tatuei a palavra 'persistência' com letras japonesas na panturrilhinha dele. Tatuagens todas positivas. Mas acabou infeccionando", comentou.

A Globo já fez a alteração da classificação indicativa do Choque de Cultura na Globoplay, onde é possível assistir aos vídeos da primeira temporada.

Até o momento, a emissora não se posicionou sobre a renovação do contrato com o grupo de humor, mas a repercussão positiva e os bons índices de audiência são indicativos favoráveis para a existência da segunda temporada em 2019.

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