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Ibope vai medir audiência de programa de TV na Netflix e no YouTube

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Telespectador assiste à TV; Ibope passará a medir audiência de TV aberta e paga na web - Reprodução

Telespectador assiste à TV; Ibope passará a medir audiência de TV aberta e paga na web

DANIEL CASTRO

Publicado em 27/1/2016 - 5h34

A Kantar Ibope passará a medir no segundo semestre deste ano a audiência de programas de TV em plataformas online como a Netflix e o YouTube. A empresa lançará um novo produto, o Streaming TV, para emissoras de TV e agências de publicidade interessadas em saber, por exemplo, quantos pontos têm o Pânico da Band no YouTube, a novela Os Dez Mandamentos na Netflix ou A Regra do Jogo na Globo Play.

A tecnologia de medição de audiência do Ibope identifica o conteúdo pelo som. Hoje, o instituto já capta o consumo de programas de televisão aberta e paga em televisores conectados à internet, as smart TVs. O Ibope sabe, hipoteticamente, qual é a audiência dos programas da Globo no aplicativo Globo Play, lançado em novembro. Mas isso apenas nos televisores. Com o novo serviço, a empresa vai ampliar a medição de programas de TV em streaming para computadores pessoais, tablets e smartphones.

A medição de audiência em streaming vai reconhecer o programa de TV pelo som e cruzar essa informação com a URL (o endereço do site ou aplicativo) que o está transmitindo, gerando um dado inédito e cada vez mais relevante, já que as novas gerações de telespectadores são consideradas grandes consumidoras de vídeo na internet. A audiência do streaming será somada à audiência da TV linear (o consumo tradicional de TV, em tempo real, pelo televisor), como já faz com a audiência de programas gravados e assistidos até sete dias após a transmissão.

Apesar de avançar sobre novas tecnologias e hábitos de consumo, o novo serviço do Ibope deve reforçar ainda mais a importância da TV aberta. Dados do Ibope mostram que, mesmo sem considerar o consumo via internet e de programas pré-gravados, o brasileiro vê cada vez mais TV aberta.

Em 2015, cada telespectador permaneceu em média 6 horas e 1 minuto na frente do televisor, quase uma hora a mais do que em 2008 (5 horas e 9 minutos). O consumo de TV aberta vem crescendo ano a ano. Em 2012, eram 5 horas e 32 minutos. Dois anos depois, saltou para 5 horas e 52 minutos.

Como explicar o aumento do consumo de TV aberta se o número de assinantes de TV por assinatura mais que dobrou de 2010 para cá e já há, segundo estimativas, cerca de 2 milhões de usuários da Netflix no país?

"Porque mais pessoas estão assistindo TV durante mais tempo. Tecnicamente, esse crescimento tem sido impulsionado tanto pelo alcance, ou seja, pela quantidade de indivíduos que assistem TV ao menos por um minuto, quanto pelo ATS, que é o tempo médio que cada pessoa permanece assistindo TV", explica Dora Câmara, diretora da Kantar Ibope Media no Brasil.

"Mesmo com o crescente consumo de mídia em outras telas e plataformas, a TV tradicional mantém o crescimento. Isso demonstra que o meio segue forte e disseminando seu conteúdo de outras formas, sem perder espaço do consumo tradicional, que segue com um espaço importante no dia a dia do brasileiro", diz.

Para Dora, o consumo de TV em uma plataforma pode levar a outra. Quem assiste a uma série na Netflix pode ser estimulada a assistir uma novela na TV aberta. E as redes sociais também têm atuado como impulsoras da TV aberta.


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