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HILLSONG

Escândalo e corrupção em igreja dos famosos viram documentário do Discovery

REPRODUÇÃO/YOUTUBE

Imagem de Justin Bieber e Carl Lentz, ex-pastor da Hillsong, em 2017

Justin Bieber e Carl Lentz, ex-pastor da Hillsong; documentário do discovery+ detalha denúncias

ERICK MATHEUS NERY

erick@noticiasdatv.com

Publicado em 18/4/2022 - 6h20

Frequentada por famosos como Justin Bieber, Selena Gomez e Nick Jonas, a igreja Hillsong ficou no centro de uma série de escândalos nos últimos anos com acusações de comercialização da fé, abusos e falhas morais entre seus líderes. A partir desta segunda-feira (18), o discovery+ mostra a investigação das denúncias sobre a instituição religiosa em uma nova minissérie documental.

Dividida em três partes, a produção Hillsong: O Escândalo por Trás da Megaigreja foca em duas linhas narrativas. Na primeira, o documentário apresenta o trabalho do pastor Carl Lentz, que foi um dos principais líderes da Hillsong nos Estados Unidos e que obteve destaque em reportagens da CNN norte-americana e da ABC News.

Lentz foge do estereótipo de uma pessoa religiosa. O ex-reverendo da igreja tem tatuagens, ostenta uma vida fitness, aparece sem camisa e usa roupas como jaquetas de couro, calças rasgadas e itens de luxo.

"Mostrei para uma amiga a foto do Carl [Lentz] quando comecei a reportagem sobre a Hillsong, e ela achou que ele era do Jersey Shore [reality de pegação da MTV], porque ele é um homem muito preocupado com o corpo, a apresentação e a aparência", confessa Hannan Frishberg, repórter do New York Post.

Lentz tornou-se um pastor celebridade e passou a aconselhar famosos, entre eles, Bieber. No início da década de 2010, o cantor se envolveu em problemas judiciais e chegou a ser preso em 2014. Com a carreira ladeira abaixo, Bieber buscou se reconectar a Deus e teve o suporte do então líder da Hillsong. Com isso, Lentz conquistou ainda mais fama na mídia norte-americana.

Enquanto mais celebridades começavam a frequentar a Hillsong graças a Lentz, os antigos membros passaram a acusar a igreja de segregação, pois os artistas tinham direito a uma área VIP dentro dos cultos. Junto a essas denúncias, também surgiram relatos de assédio dos líderes contra os fiéis.

No entanto, o estopim para a ruína de Lentz na Hillsong foi a revelação de que o pastor tinha mantido um relacionamento extraconjugal com a estilista Ranim Karim. Por isso, ele foi demitido da igreja sob o argumento de ter cometido "falhas morais".

Ranim é uma das entrevistadas do primeiro episódio do documentário e, em seu depoimento, opina: "O Carl tem muito sangue nas mãos, digamos assim, que ele precisa limpar".

Manipulação com músicas

Na segunda linha narrativa, o telespectador acompanha a formação e o crescimento da igreja, fundada em 1983 pelo casal Brian e Bobbie Houston, na Austrália. Na época, era conhecida como Hills Christian Life Centre.

A partir dos anos 1990, a Hillsong Worship, banda da igreja, conquistou êxito popular na Austrália por mesclar os ritmos musicais da moda com temas religiosos. O sucesso do grupo musical foi tamanho que a então Hills Christian mudou de nome e passou a assinar como Igreja Hillsong.

"A música da Hillsong de hoje parece com o Coldplay. O objetivo da Hillsong é se manter atualizada, fazer músicas que sabem que as pessoas vão gostar em vez de reformar os antigos hinos das avós. Eles querem que você sinta a presença de Deus dentro de si, mas é fácil confundir manipulação emocional com o movimento de Deus. Você está chorando por que o Senhor está fazendo algum tipo de intervenção na sua vida ou por que a estrutura de acordes é feita para você chorar?", questiona a jornalista Kelsey McKinney.

"Se você frequentasse a Hillsong toda semana e ouvisse músicas que nunca tinha ouvido, porque são novas, elas são testadas ao vivo com a plateia. Você diz que vai adorar e, sem o seu conhecimento, as pessoas no palco estão conduzindo você em um tipo de adoração emocional. Estão testando novos produtos em você", complementa a jornalista.

Tanya Levin, ex-integrante da Hillsong Sydney (Austrália), avalia: "A música é um departamento bem grande porque é muito importante para a hipnose deles. A música é completamente armada para as necessidades da igreja e também para as necessidades financeiras, pois esse é o objetivo do jogo: tirar dinheiro das pessoas".

Lentz e Houston não responderam os questionamentos feitos pela equipe do documentário. A minissérie documental Hillsong: O Escândalo Por Trás da Megaigreja é produzida pela Breaklight Pictures, do The Content Group, em associação com o núcleo de entretenimento do jornal New York Post. O primeiro episódio encontra-se disponível no discovery+, e os demais serão adicionados semanalmente à plataforma.

Confira o trailer, em inglês, do documentário:


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