Eaten Alive

Discovery desiste de mostrar no Brasil homem 'engolido' por cobra

Divulgação/Discovery

O explorador Paul Rosolie ao lado da sucuri que o engoliria no especial Eaten Alive, do canal Discovery - Divulgação/Discovery

O explorador Paul Rosolie ao lado da sucuri que o engoliria no especial Eaten Alive, do canal Discovery

REDAÇÃO - Publicado em 10/02/2015, às 16h56

O Discovery Channel desistiu de exibir no Brasil o especial Eaten Alive (Comido Vivo). Apresentado nos Estados Unidos em 7 de dezembro, o programa prometia mostrar um homem sendo engolido vivo por uma sucuri amazônica. Na última hora, no entanto, o explorador norte-americano Paul Rosolie desistiu da experiência inédita. O público ficou frustrado e reclamou de propaganda enganosa.

Para o Discovery, o documentário não é relevante para o público brasileiro. Já em dezembro a filial brasileira do Discovery estudava não transmitir Eaten Alive no país. O programa é longo, tem duas horas de duração. 

Rosolie desistiu de ser comido vivo após sentir seu braço sendo esmagado pela cobra. Ele pediu ajuda de assistentes e foi separado do animal. O explorador vestia um traje especial que o protegeria quando estivesse dentro da sucuri. Uma corda ficou presa em sua cintura, para que pudesse ser puxado, caso precisasse de ajuda. Para atrair o réptil, ele se cobriu com sangue de porco. O truque deu certo: a cobra chegou a se enrolar em Rosolie, apertou-o e mordeu seu capacete. 

Em novembro, o Discovery divulgou um vídeo em que Rosolie dizia: "Vão me colocar dentro da cobra". O nome do programa sugeria que, pela primeira vez, um homem seria comido vivo na TV.

Em nota divulgada um dia após a transmissão exibição nos Estados Unidos, o Discovery americano defendeu o documentário. Argumentou que "o experimento teve de ser cancelado quando ficou claro que Paul [Rosolie] estava ficando seriamente machucado. A segurança de Paul, assim como a da anaconda, sempre foi nossa prioridade". Rosolie disse que sua intenção era chamar a atenção para a proteção da sucuri.

Eaten Alive causou polêmica antes mesmo de ir para o ar. A organização não-governamental Peta (sigla em inglês para Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais) divulgou nota pedindo que o canal Discovery não exibisse o especial.

Fim do sensacionalismo

Em janeiro deste ano, no seminário semestral organizado pela Associação dos Críticos de Televisão dos Estados Unidos, o novo diretor-executivo do Discovery Channel, Rich Ross, anunciou que o canal voltará a focar em documentários científicos de credibilidade, deixando de lado especiais apelativos como Eaten Alive. "Enquanto eu estiver no Discovery, você não verá uma pessoa sendo comida por uma cobra", afirmou.


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