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De sincerão a fazedor de média: cinco tipos de comentaristas da Copa do Mundo

Reprodução/Sportv/TV Globo

O ex-técnico Muricy Ramalho no Sportv e Caio Ribeiro na Globo; comentaristas em lados opostos - Reprodução/Sportv/TV Globo

O ex-técnico Muricy Ramalho no Sportv e Caio Ribeiro na Globo; comentaristas em lados opostos

JOÃO DA PAZ - Publicado em 14/06/2018, às 05h00

Além daquele cunhado mala que palpita sobre a perigosa Bélgica ou do colega de trabalho lunático que aposta que a Inglaterra será campeã, o fã brasileiro de Copa do Mundo ouvirá pela TV diversos tipos de comentários durante os 64 jogos do torneio, que começa nesta quinta (14). Há desde o comentarista sincerão àquele que prefere só fazer média.

Zoado até mesmo no videogame por ser pouco contundente, Caio Ribeiro (Globo) está no time dos que não se comprometem. É uma postura totalmente diferente da de Muricy Ramalho (Sportv), que trouxe para a TV a sinceridade que mostrava dentro das quatro linhas. Não será nenhuma surpresa se, durante um jogo do Brasil, após uma disputa na lateral, a redonda sair de campo e ele falar: "A bola é nossa."

O admirador do futebol tático terá a opção de escutar Paulo Vinicius Coelho (o PVC, do Fox Sports), que dá uma verdadeira aula de futebol, seja sobre a eficiência de uma marcação alta ou a ousadia do ataque do time da Islândia.

Há ainda o especialista em futebol gringo, como Rodrigo Bueno (Fox Sports), capaz de destrinchar os pontos fortes de um volante da Nigéria. Sem contar o boleiro, caso de Casagrande (Globo), um ex-jogador que entende do riscado e pode falar com propriedade se o atacante do México errou ou não uma finalização ao gol.

Conheça mais sobre cinco tipos de comentaristas que estarão em ação durante a Copa do Mundo da Rússia:

reprodução/tv globo

Casagrande comenta grupos da Copa no Esporte Espetacular: experiência vivida em campo

Boleiro 'eu estive lá'
Melhor exemplo: Casagrande

Integrante da seleção no Mundial de 1986, Casagrande tem autoridade para criticar ou elogiar as escolhas que jogadores tomam dentro de campo. Afinal de contas, ele esteve lá, sabe como funciona.

O time ainda conta com nomes como a dupla do Fox Sports, Edmundo (Copa de 1998) e Ricardo Rocha (Copa de 1990). O primeiro, especialista no ataque. O segundo, mestre na zaga. O maior desfalque dessa equipe é o autointitulado craque Neto (Band), que não participará da cobertura do evento.

Acredite, a opinião deles vale mais do que a do seu tio, com aquela barriga de chope, peladeiro de final de semana, ao dizer que o Neymar errou o jeito de chutar na bola.

reprodução/tv globo

Caio Ribeiro faz comentários adocicados, seja no Globo Esporte ou em transmissão de jogos

Bom-mocinho
Melhor exemplo: Caio Ribeiro

Caio Ribeiro é incapaz de criticar um jogador até no videogame. O comentarista da franquia Fifa (da EA Sports) não tem coragem de cornetar um boneco virtual que errou um chute na cara do gol. Se é assim na vida de mentira, imagina na real.

Ex-jogador do São Paulo e de grandes clubes da Itália, Caio faz o papel de bom-moço para não magoar ninguém, nem mesmo o camisa 10 da Tunísia. Vive fazendo média e só agrada a quem é fã de comentários mornos.

reprodução/sportv

O ex-treinador Muricy Ramalho fica à vontade no programa Bem Amigos!, do canal Sportv

Sincerão
Melhor exemplo: Muricy Ramalho

O jeito simples de Muricy Ramalho, técnico vitorioso com passagem marcante pelo São Paulo, cativa e deixa qualquer transmissão mais honesta. Em duelos da Libertadores, por exemplo, ele não mede palavras, chuta a imparcialidade para escanteio e solta, lá pelas tantas: "Eles estão pressionando no ataque", ao comentar uma investida de um time estrangeiro contra um brasileiro.

Portanto, prepare-se para que ele seja o seu representante durante os jogos do Brasil. Será ótimo ouvi-lo dizer algo como "nosso time precisa defender melhor" ao tecer uma observação sobre os comandados de Tite.

Reprodução/Fox Sports

PVC dá suas aulas táticas em uma prancheta digital; Holanda de 1974 contra Uruguai de 1950

Aula de futebol
Melhor exemplo: Paulo Vinícius Coelho

Craque com a palavra escrita, Paulo Vinícius Coelho não brilha tanto no vídeo quanto nos textos, mas é o comentarista de futebol mais cobiçado do Brasil. Há três anos no Fox Sports, ele dá aula de futebol ao simplificar o futebolês e traduzir esquemas táticos que treinadores aplicam em uma prancheta e transportam para os campos.

Prancheta, aliás, é quase um sinônimo de PVC, que leva o objeto para onde vai, seja no jornal ou na TV. Exemplos do time de Coelho são raros, mas um nome que se aproxima dele é Maurício Noriega, tão estudioso quanto o colega do canal rival.

reprodução/fox sports

O convívio de Rodrigo Bueno com o futebol gringo vem de longa data; conhecimento de sobra 

Visão gringa
Melhor exemplo: Rodrigo Bueno

Para fugir de comentaristas que mal comentam o futebol brasileiro e são escalados para fazer Alemanha x Suécia, a dica é sintonizar em conhecedores do futebol internacional. Calejado, Rodrigo Bueno é uma opção certeira. Pode ficar tranquilo que ele não vai falar asneira sobre o camisa 23 da Suíça. 

Vale destacar outros comentaristas do Fox Sports, como Fábio Sormani e Osvaldo Pascoal, que toda semana comentam embates como Hamburgo x Eintracht Frankfurt (campeonato alemão) e Crotone x Hellas Verona (italiano). Eles conhecem os jogadores da Copa bem mais do que nós, reles mortais, que aproveitamos o ar livre aos sábados e domingos.

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