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Casos de Família já teve episódio 'proibidão' vetado pela Justiça; saiba o motivo

Divulgação/SBT

Christina Rocha na edição especial de dez anos do Casos de Família; no passado, um episódio foi proibido - Divulgação/SBT

Christina Rocha na edição especial de dez anos do Casos de Família; no passado, um episódio foi proibido

FERNANDA LOPES - Publicado em 05/05/2019, às 07h18

Nos últimos dez anos, muitos casos absurdos e barracos impressionantes foram ao ar no Casos de Família, mas apenas uma vez o programa foi proibido de levar ao ar um de seus episódios. O Ministério da Justiça não permitiu que o SBT exibisse uma entrevista de Christina Rocha com garotos que promoviam "rolezinhos" e roubos em shoppings.

"Na época em que surgiram os rolezinhos [em 2014], a gente entrevistou os meninos que faziam isso e roubavam nos shoppings. Eles usavam capuz [que cobria todo o rosto], contavam tudo, quem roubavam, como faziam. Só que não dava pra colocar isso no ar, mesmo não mostrando o rosto, e eles estavam com mais de 18 anos. Não deu pra levar esse programa ao ar por causa do Ministério da Justiça, infelizmente. Era sensacional, muto interessante", afirma Rafael Bello, diretor do Casos de Família.

Ele ressalta que o principal empecilho para falar de assuntos mais sérios no Casos de Família é o horário vespertino em que vai ao ar. O diretor lamenta não poder investir em temas mais pesados, que acredita que o público precisa conhecer mais.

"Eu fico muito preocupado às vezes, porque temos programas que são muito bons, daria pra fazer aqui no Brasil de um jeito sem fazer apologia, para educar o público. Não conseguimos fazer, por exemplo, um programa sobre abuso sexual infantil. Não podemos falar disso. Eu acho que o Brasil precisa escutar, as famílias em casa precisam escutar esse tipo de coisa, mas você tem que ter cuidado", explica.

Hoje, os temas do Casos de Família surgem quase que aleatoriamente: a equipe fica ligada em conversas com amigos e familiares que possam ter bons comentários sobre conflitos e relacionamentos. Por exemplo, se alguém diz que a sogra está meio periguete, isso já vira um possível assunto a ser discutido entre participantes.

"Os temas às vezes também surgem de falas dos próprios entrevistados. Eles falam umas coisas que a gente pensa: 'Peraí, isso é um tema'", lembra Christina Rocha.

Mas, para a apresentadora, um dos principais desafios da equipe é conseguir ter um programa no ar há dez anos com temas e conflitos similares a casos passados, mas contados de forma diferente a cada episódio.

"Não é fácil fazer um Casos de Família diário, com temas parecidos. Tem que tirar leite de pedra. Às vezes eu saio daqui arrasada, são coisas [que os participantes dizem] que não tem como não me envolver", afirma Christina.

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