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Astro de O Sócio, Marcus Lemonis rejeita ganância do capitalismo: 'Sou consciente'

Divulgação/History

Marcus Lemonis em foto promocional de O Sócio

Marcus Lemonis em foto promocional de O Sócio; apresentador rejeitou rótulo de ganancioso

ANDRÉ ZULIANI

andre@noticiasdatv.com

Publicado em 18/3/2022 - 6h15

Empresário de sucesso e respeitado investidor do mercado financeiro, Marcus Lemonis apresenta desde 2013 o programa O Sócio, sucesso do canal pago History cuja oitava temporada se encerrou na última segunda (14). Especialista em resgatar empresas da falência, o apresentador se considera um capitalista, mas rejeita a ganância que envolve o mundo dos negócios.

Em O Sócio, Lemonis ganhou notoriedade ao passar quase uma década ajudando pequenos negócios com problemas financeiros cujas consequências poderiam destruir famílias. Durante oito temporadas, o empresário investiu mais de US$ 70 milhões (R$ 352 milhões) de seu próprio dinheiro para ajudar outras pessoas.

O amor por negócios faz com que Lemonis se descreva como um capitalista. No entanto, mesmo que tantos investimentos tenham lhe rendido alguns ônus e bônus durante anos, o empresário diz se considerar um "capitalista consciente". Mas o que isso significa?

"Você não faz do lucro o seu principal objetivo", explicou Lemonis em um bate-papo com jornalistas do qual o Notícias da TV participou. "O principal objetivo é a satisfação do cliente, dos funcionários, sua posição no mercado como um bom membro da comunidade, sua vontade de retribuir à comunidade que lhe dá algo, de ser responsável pela marca que você deixa no mercado e como isso afeta seus vizinhos, família e amigos."

Para o investidor, ao decidir entrar de cabeça em um negócio ou uma parceria o principal intuito do indivíduo deve ser sempre pessoas em primeiro lugar. Segundo Lemonis, esta mentalidade é que o faz empresas se tornarem companhias de sucesso.

Em última análise, se você olhar para longevidade, as empresas mais bem-sucedidas são aquelas que colocam seus funcionários em primeiro lugar, seus clientes em segundo, o bairro e a comunidade em que trabalham em terceiro e os lucros em quarto. A razão pela qual digo isso é que se você cuidar destas coisas, você terá lucro. Se você ignorar essas três coisas, poderá obter lucro a curto prazo. Mas, no final, as pessoas não vão trabalhar para você, não vão comprar com você e não vão querer você na vizinhança.

Sobre as parcerias fechadas em oito anos de O Sócio, Lemonis afirmou que, mais do que oportunidade de negócios, ele encontrou pessoas para as quais quis ensinar lições como ter ou não sucesso. Para o apresentador, a definição de sucesso não é apenas econômica, mas sim ver pessoas crescendo.

Perrengues no programa

Toda a experiência de Lemonis não foi capaz de evitar fracassos entre os 109 episódios que comandou em O Sócio. Segundo ele, sua experiência no programa do History fez com que entendesse ter feito mais investimentos do que deveria.

Foi uma década difícil porque eu me fodi em algumas situações, e a culpa é minha. Mas também houve situações nas quais eu tinha poucas esperanças nas pessoas e elas me surpreenderam. Hoje em dia eu confio mais em mim do que no inicio do programa. Não posso carregar as pessoas nas costas pelo caminho, quero ajudá-las a andar sozinhas. Fiz muito isso na 8ª temporada.

Após enfrentar tantos perrengues ajudando pequenos negócios a lucrar e passar dois anos lidando com a pandemia de Covid-19, Lemonis afirmou que o maior aprendizado após quase dez anos em O Sócio o fez valorizar ainda mais as pessoas e o tempo que passa com sua família.

"Quando comecei, eu estava com 30 anos e agora estou com 48, casado e com outra perspectiva de vida. A pandemia mudou a maneira como eu vejo algumas pessoas. Com o amadurecimento, vejo que fiquei mais mole em alguns assuntos e mais sério em outros. Não há negocio maior do que sua vida e sua casa. Durante a pandemia, nós ficamos muito juntos e eu entendi que, se tivermos problemas em casa, é maior do que qualquer outra coisa", acrescentou.

Esperança no mercado brasileiro

Com experiência no mercado financeiro e atuante em dezenas de pequenas empresas espalhadas pelos Estados Unidos, Lemonis revelou enxergar um potencial enorme no Brasil. Para ele, qualquer um que estude investimento a fundo é capaz de entender o país sul-americano com um grande mercado no futuro.

"Em termos de tamanho de mercado, se há algum mercado que deva ser considerado em termos de oportunidade de crescimento, o Brasil está definitivamente no Top 10", cravou o empresário.

Apesar de enxergar grandes oportunidades no Brasil, o empresário pontuou que o país está aquém de sua capacidade de mercado. Para explicar a situação, Lemonis citou os problemas de regulamentação local e a falta de suprimentos e tecnologia que potencializariam pequenos negócios.

"Se você estudar o mundo, você entende que a oportunidade de crescimento no Brasil é muito grande. Acho que a preocupação é que não entendo como é o processo regulatório no Brasil, diferentemente do que conheço nos Estados Unidos em termos de possibilidade de começar a buscar recursos", detalhou.

"O que eu sei, e na verdade é meu conselho para os empreendedores, é investir mais na cadeia de suprimentos e em tecnologia para o seu negócio. Para um estudo que fiz, o Brasil está um pouco atrás do que deveria estar em termos de empreendedores abraçando o que é conhecido como Gestão de Dados do Cliente, cadeia de suprimentos e tecnologia que implica em outros métodos alternativos de entrega de produtos e serviços", finalizou.

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