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Um ano de Record

Apresentador de talk show é o 'novo youtuber', diz Fábio Porchat

Antonio Chahestian/Record TV

Há um ano na Record, Porchat se surpreendeu com o trabalho e aprendeu a controlar piadas - Antonio Chahestian/Record TV

Há um ano na Record, Porchat se surpreendeu com o trabalho e aprendeu a controlar piadas

FERNANDA LOPES

Publicado em 23/8/2017 - 5h16

Quando começou a apresentar seu programa na Record, em 24 de agosto de 2016, Fábio Porchat encarava uma realidade bem diferente no cenário de talk shows nacionais. As únicas referências na TV aberta eram Programa do Jô e The Noite (além do extinto Agora É Tarde). Logo em seguida, estrearam também Adnight, Conversa com Bial e Lady Night, do Multishow, que fez sucesso com as tiradas de Tatá Werneck.

Um ano depois, o humorista considera estimulante o fato de o "mercado" estar "aquecido", mas não perde a piada: "Agora virou uma febre. De repente, meu Deus do céu, só se faz talk show. Virou o novo youtuber".

Para comemorar seu primeiro aniversário na Record, Porchat terá na edição desta quarta (23) um programa especial: ao vivo, com Gugu Liberato, um dos artistas que estava entre os entrevistados dos sonhos do apresentador (o mais desejado de todos ainda é Silvio Santos). 

Porchat conta que está envolvido diretamente na escolha dos convidados do programa desde o início. Para sobreviver à grande concorrência e permanecer relevante pelos próximos anos, ele acredita que o caminho será entrevistar mais desconhecidos, sem tantos seguidores na web mas com conteúdo.

"É um caminho que vai crescer cada vez mais. Quando a pessoa tem história pra contar, às vezes vale mais do que ter um artista. Não me interessa ouvir as mesmas histórias ou trazer alguém que não acrescente nada de diferente. Interessa trazer alguém que tenha algo pra falar, tirar assuntos importantes. O legal é ter uma boa história pra contar", afirma. 

Fã de Ellen e Bial
Divertido e acelerado, Fábio Porchat, de 34 anos, mantém desde o início o perfil de um entrevistador descontraído, que não tem suas opiniões políticas como ponto central do programa.

Apontado como versão brasileira de Jimmy Fallon, ele não acha seu estilo tão parecido com o do apresentador da rede norte-americana NBC. O humorista se diz mais fã de Ellen DeGeneres e confessa que também admira o concorrente Pedro Bial. 

"[Conversa com Bial] É novidade, é diferente, propõe muito mais debate e conversa do que uma entrevista propriamente dita. Ele propõe um encontro de pessoas, o que eu achei muito legal. Não é o Bial tentando ser o Jô [Soares], em nenhum momento teve isso. É o Bial fazendo um programa com a cara dele, do jeito dele, como o ótimo jornalista que ele é. Achei isso excelente", afirma.

edu moraes/RecordTv

No primeiro programa, em 24 de agosto de 2016, Fábio Porchat entrevistou Sasha Meneghel

Evoluído e exausto
Quando começou a apresentar o Programa do Porchat, o humorista não tinha ideia da quantidade de trabalho que teria que encarar pela frente. Ao longo dos últimos meses, ele se desdobrou para cuidar de todos os detalhes da atração e sente que evoluiu muito com seu primeiro talk show: "Tem só um ano, mas parecem cinco".

"É uma loucura. É muito mais trabalho do que eu imaginei que ia ser, porque exige muito. Estou envolvido em tudo, faço a redação final, tô na produção, vendo convidado, tô em todas as áreas. O programa me toma um tempo muito maior do que achei que tomaria. Mas estou feliz porque está do jeito que eu gosto, eu me divirto assistindo e fazendo", conta.

Antes do talk show, ele já havia dividido com Tatá Werneck a apresentação de três temporadas de Tudo Pela Audiência, no Multishow. Mesmo assim, reconhece os erros de principiante na Record: acha que era mais afobado e travado no começo. Porchat acredita que chegou a agosto de 2017 mais contido e observador.

"Percebo que eu ouço muito mais, converso, estou muito mais curioso, perguntando o que quero perguntar mesmo. É claro que eu também conto minhas histórias, mas nem tudo vale pela piada. Não vale interromper o fluxo de pensamento da pessoa pra fazer uma piada. Muitas vezes eu penso 'deixa eu segurar'. Acho que consigo perceber o momento", conta.

Consolidado nos fins de noite da Record, o humorista ainda coordena seus projetos de humor externos, como o canal de YouTube Porta dos Fundos e uma peça de teatro. Por falta de tempo, ele prefere ser bastante módico em relação a planos futuros na emissora.

"Não dá pra pensar em outros planos. Tenho um ano do Programa do Porchat, tenho que focar nisso, fazer esse programa sobreviver. Ainda tenho o Porta dos Fundos, filme, ainda estou fazendo peça, viajando pelo Brasil. E ainda tenho que casar nesse ano. Quero estar vivo em 2018. Se estiver vivo, estou feliz", brinca.

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