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CONTRATO POR OBRA

Após entregar novelas à Universal, Record demite atores e adota modelo da Globo

REPRODUÇÃO/RECORD

Montagem de Fernando Pavão e Adriana Garambone em cenas de novelas da Record

Fernando Pavão em Reis e Adriana Garambone em Todas as Garotas em Mim; atores sem contrato

DÉBORA LIMA

debora@noticiasdatv.com

Publicado em 16/12/2022 - 7h10

Depois de ter entregado a produção de suas novelas para a Igreja Universal, a Record vai acabar com o banco de elenco e dispensará vários atores que marcaram presença nas tramas bíblicas nos últimos anos. A emissora de Edir Macedo também passará a adotar o modelo de contrato por obra --assim como a Globo tem feito para reduzir custos.

Entre os artistas que não terão o contrato renovado com a Record está Adriana Garambone. Na empresa há 17 anos, ela encerrará o vínculo fixo agora em dezembro. Os últimos trabalhos da atriz foram Gênesis (2021) e Todas as Garotas em Mim (2022).

Após atuarem em Reis, Fernando Pavão e Emilio Orciollo Netto também serão dispensados. A lista de cortes ainda tem nomes como Beth Goulart e Giuseppe Oristânio --ambos estiveram no elenco de Gênesis.

De acordo com a colunista Patrícia Kogut, do jornal O Globo, a direção da empresa optou por não manter mais um banco de elenco. Dessa forma, todos os atores serão contratados por obra certa.

Com o fim da política de contratos fixos para elenco, as emissoras e streamings conseguem enxugar a folha de pagamento e evitar que atores recebam salários sem estar trabalhando.

Universal assume novelas

A partir de janeiro, a Igreja Universal do Reino de Deus vai assumir a produção das novelas da Record. A emissora de Edir Macedo deixará de ser produtora e passará a ter o papel de compradora de capítulos prontos.

A primeira produção dentro desse novo modelo será a sexta temporada de Reis, A Conquista, protagonizada pelo rei Davi (Cirillo Luna). O início das gravações está marcado para 3 de janeiro.

As novelas da Record continuarão sendo bíblicas e produzidas sob a supervisão de Cristiane Cardoso, filha de do bispo Edir Macedo, dono da Record e líder da Igreja Universal. A produção continuará terceirizada, a cargo da Casablanca, nos estúdios do Rio de Janeiro.

A mudança ocorre mais por motivos financeiros. A Record vai pagar um preço fixo pelos capítulos. Se o orçamento estourar, o prejuízo é da igreja. Assim, a emissora reduz custos e pode voltar a registrar lucro. Mas, por outro lado, pode vir a ter dificuldades comerciais: teme-se que anunciantes rejeitem folhetins assinados pela Igreja Universal.

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