Crise na Band

Após acabar com Agora É Tarde, Band deve rescindir com Luiz Bacci

Reprodução/Band

Luiz Bacci no Tá Na Tela, que estreou em agosto do ano passado e saiu do ar no final de dezembro - Reprodução/Band

Luiz Bacci no Tá Na Tela, que estreou em agosto do ano passado e saiu do ar no final de dezembro

DANIEL CASTRO - Publicado em 23/03/2015, às 20h24

A extinção do Agora É Tarde, anunciada nesta segunda-feira (23) pela Band, foi só o primeiro de uma série de movimentos para enxugar custos. Até o dia 2, a Band promoverá um corte de funcionários que reduzirá entre 5% e 6% os seus custos totais. A cúpula da emissora também estuda rescindir contratos de profissionais que estão subaproveitados. Na emissora desde o final de maio do ano passado para apresentar um programa diário e outro semanal, Luiz Bacci deverá ter seu contrato rescindido. A decisão será tomada até sexta-feira.

Bacci não é o único que corre risco na Band. Dos apresentadores da emissora, apenas José Luiz Datena, do Brasil Urgente, e Ricardo Boechat, do Jornal da Band, estão com seus empregos garantidos no momento.

A Band, no entanto, não irá tirar mais programas do ar. Em dezembro, a emissora já tinha eliminado o Tá Na Tela, de Luiz Bacci, o Polícia 24 Horas e o Sabe ou Não Sabe. O talk show de Rafinha Bastos quase foi no pacote. "Tentamos salvá-lo", diz um executivo da emissora. O Agora É Tarde voltou ao ar em março, mas, com uma produção "sofisticada" e dando prejuízo, não sobreviveu aos efeitos da crise econômica e política que toma conta do país.

Em dezembro, quando tirou do ar o sensacionalista Tá Na Tela, no ar havia apenas cinco meses e em alta no Ibope, a Band previa um cenário econômico tenebroso para o início de 2015. O primeiro trimestre, no entanto, foi ainda pior do que se imaginava. O faturamento da emissora ficou 20% abaixo da meta (e não foi a única). Com o agravamento da crise, não se vislumbra uma melhora da economia tão cedo. Por isso os novos cortes.

A área mais afetada será a de produção, onde o enxugamento poderá ficar próximo de 10%. Na área técnico-operacional, o ajuste será de 3%. 

Diferentemente do que alguns anos atrás, a Band desta vez não irá renegociar salários de seu elenco, porque a experiência anterior não não bem avaliada. Optou-se agora por rescindir contratos.


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