Após acidente

Ainda 'inchada', Sandra Annenberg diz que pode voltar a ser atriz

ALEX PALAREA/AGNEWS

Sandra Annenberg em evento em que a Globo fez balanço de ações sociais, na quarta (26) no Rio de Janeiro - ALEX PALAREA/AGNEWS

Sandra Annenberg em evento em que a Globo fez balanço de ações sociais, na quarta (26) no Rio de Janeiro

ROSEANE SANTOS, no Rio de Janeiro - Publicado em 27/11/2014, às 15h10 - Atualizado às 16h30

Jornalista desde 1991, a apresentadora do Jornal Hoje Sandra Annenberg, 46 anos, não descarta voltar a trabalhar como atriz, profissão que exerceu de 1985 a 1990. "Eu nunca digo nunca. Por que não? Iniciei como atriz, virei jornalista e não sei o meu futuro", disse ao Notícias da TV após participar, na quarta (26), da Retrospectiva Social da Rede Globo, evento em que a emissora fez um balanço de suas ações sociais, que incluem o Como Será?, programa que ela apresenta aos sábados.

Sandra levará dois meses para se recuperar totalmente do acidente que sofreu no início do mês, quando se exercitava em casa. Ela revela que ainda está "inchada" e que a maquiagem da Globo esconde a cicatriz. "Está aqui", diz, apontando para a marca do ferimento. "Foram 30 pontos internos. A maquiagem disfarça bem, mas sem maquiagem eles ainda aparecem", afirma. 

Antes de se tornar jornalista, Sandra trabalhou na série Bronco, estrelada por Ronald Golias (1929-2005), na Band, em 1985 e 1986. Depois, teve pequenas participações nas minisséries Chapadão do Bugre (Band, 1988) e A, E, I, O... Urca (Globo, 1990). Encerrou a carreira de atriz em 1990, no SBT, na novela Cortina de Vidro, de Walcyr Carrasco, que foi um grande fiasco.

A seguir, a íntegra da entrevista de Sandra Annenberg:

Notícias da TV - Fátima Bernardes anunciou o acidente que você sofreu ao vivo no programa dela. Como foi se transformar em notícia?

Sandra Annenberg - É muito difícil, a gente que lida com notícia, virar uma notícia. Por um lado, eu sei que somos uma vitrine, ficamos expostos e temos telhado de vidro. Eu estava quase fazendo uma prestação de contas às pessoas que todo dia assistem ao Jornal Hoje. Elas perceberiam que eu não estaria lá. Eu fui uma das pioneiras a justificar a minha ausência, até mesmo quando ia entrar de férias. Quando o programa da Fátima me chamou para falar, achei bom porque estava dando essa justificativa. Era uma forma de dar uma satisfação para quem se preocupa comigo. Não deixa de ser um serviço explicar o que aconteceu para as pessoas prestarem mais atenção. 

A cirurgia foi perfeita? Ficou alguma cicatriz?

Está aqui, olha [aponta para a sobrancelha direita]. Foram 30 pontos internos. A maquiagem disfarça bem, mas sem maquiagem eles ainda aparecem. A cirurgia foi realizada por um cirurgião plástico, e não passei por nenhum tratamento estético depois disso, não fiz nada de especial. O médico só falou para fazer massagens e usar hidratante porque os pontos ainda não foram absorvidos. Isso leva uns dois meses, ainda estou inchada.

A repercussão do acidente te surpreendeu?

O acidente teve uma repercussão enorme, absurda, e posso dizer que quase assustadora. Com essa coisa das redes sociais virou uma loucura, e então a gente tem que "baixar a bola". Agora, eu sinto um grande respeito, carinho mesmo. Eu vejo isso como reconhecimento, afinal de contas, eu trabalho para eles também.

Você tem uma carreira sólida na bancada do Jornal Hoje. Quando soube que iria acumular um outro programa, o Como Será?, ficou com frio na barriga? 

Eu sinto esse frio na barriga sempre que começa o jornal. Acho que se um dia eu deixar de sentir, vou me aposentar. A adrenalina faz parte, trabalhamos com o real, com o factual e com o inesperado. Só que no Como Será? é mais leve, eu vejo muita coisa boa, jovens produzindo, eu posso dar notícias boas, acreditar que existe a tal luz no fim do túnel.

Sua filha, Elisa, de 10 anos, já está quase entrando na adolescência. Como você transmite valores de responsabilidade social para ela?

Acho que isso é o tipo de coisa que a gente passa com as nossas ações. Isso não é uma obrigação, e sim uma conduta natural da vida. A frase que ela mais escuta falar é "Não faça ao outro aquilo que você não quer que façam a você". Pense e respeite o outro. Essa é a base, respeitar a diversidade, o diferente.

Você apresenta o Jornal Hoje com emoção, às vezes se envolve. Como o público vê isso?

Eu sinto que tem uma cumplicidade muito grande, o público sugere pautas e eu sempre vejo. Eu sinto que eles estão do outro lado e a gente está se olhando no olho mesmo. Eles chegam sempre nesse tom de cumplicidade, falam que almoçam comigo e eu brinco, você almoçando e eu trabalhando (risos).

Você cogita voltar para a carreira de atriz algum dia?

Eu costumo falar "Nunca digo nunca". Por que não? Eu não sei o meu dia de amanhã. Comecei como atriz, virei jornalista e estou há 23 anos na Globo como jornalista. Eu não sei qual será o meu futuro. Como será? [risos]. 


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