Vizinhos

Tiozão experimenta maconha para afogar as mágoas em nova série

Fotos: Divulgação/GNT

Marcello Airoldi (Mário) em cena do segundo capítulo da série Vizinhos, do canal pago GNT - Fotos: Divulgação/GNT

Marcello Airoldi (Mário) em cena do segundo capítulo da série Vizinhos, do canal pago GNT

ODARA GALLO - Publicado em 05/05/2015, às 05h53

Com leveza e bom humor, o diretor Luiz Vilaça mostra os conflitos que unem duas gerações na nova série Vizinhos, que estreia nesta terça (5) no canal pago GNT. Mário (Marcello Airoldi) e Luiza (Bianca Byington) formam um casal de meia-idade que precisa se adaptar à nova rotina a dois. Com os filhos já crescidos e recém saídos de casa, eles têm que lidar com a chamada “síndrome do ninho vazio”.

Enquanto isso, na casa ao lado, funciona uma república de estudantes barulhentos e que também enfrentam seus dilemas típicos da idade. É durante um embate com os vizinhos que Mário tem contato com a juventude que ficou para trás e experimenta maconha para afogar as mágoas.

“Acredito que o jogo entre as duas gerações é o que escancara a humanidade de todos os personagens e os torna interessantes”, avalia Airoldi, que interpreta um pai sensível e saudoso com o filho que acaba de sair de casa para jogar vôlei em outro país. Na primeira cena da série, ele aparece aos prantos agarrado em uma peça de roupa do rapaz, se recusando a aceitar que o filho agora vive na Itália.

“Se estamos vivos, as coisas têm de nos afetar. Nada pode passar desapercebido. O legal da vida é curtir os momentos, ainda que sejam tristes. Também sou assim”, diz ele sobre a semelhança com a sensibilidade do personagem.

Eduardo (Bernardo Bibancos), Júlia (Samya Pascotto), Marina (Gabriela Rocha), Rafael (Giovanni Gallo) e Rodrigo (Francisco Miguez) são os vizinhos universitários que não perdem a chance de dar uma festa e esfregar sua juventude no nariz do casal, que passa a ter interações inusitadas com eles.

Em uma das cenas, Mário resolve bater à porta para pedir que os garotos diminuam a música e volta para casa horas depois sob efeito de alguns tragos de cigarro de maconha. “Mário é um homem que vai se revelando à medida que os fatos vão acontecendo, ele próprio vai conhecendo aspectos de sua personalidade ainda inéditos. As situações o levam ao limite na relação com Luíza, na percepção de sua autoestima, nos seus valores morais e éticos. A separação dos filhos é o estopim pra vida recomeçar”, explica o ator.

A série de 13 episódios, que irão ao ar toda terça, às 23h, foi gravada em casas na Lapa, bairro da zona oeste de São Paulo, em apenas dois meses. Para Bianca Byington, esse foi um dos maiores desafios da equipe comandada por Vilaça. “Fizemos em dois meses o que deveríamos fazer em quatro. É o que se faz hoje em dia para viabilizar os projetos. Na TV, no cinema, no teatro. A gente faz cultura com migalhas”, analisa.

Luiza (Bianca Byington consola o marido após viagem do filho para jogar vôlei na Itália


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