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Na HBO

Nova temporada de Magnífica 70 explora drogas e chantagem da ditadura

Divulgação/HBO

A atriz Simone Spoladore em cena como Dora Dumar na série Magnífica 70, da HBO - Divulgação/HBO

A atriz Simone Spoladore em cena como Dora Dumar na série Magnífica 70, da HBO

FERNANDA LOPES

Publicado em 1/10/2016 - 7h33

A segunda temporada de Magnífica 70, que estreia na HBO neste domingo (2), começa completamente embaralhada. Os personagens reaparecem um ano e meio depois dos acontecimentos da primeira temporada, e muita coisa mudou em suas vidas. A protagonista Dora Dumar (Simone Spoladore), estrela da produtora de filmes Magnífica, retorna ao trabalho após ser chantageada por militares e se ver obrigada a virar espiã da ditadura. Desesperada, ela sucumbe ao consumo de cocaína e bebidas alcoólicas. "É realmente assustador. Você assiste e fala: 'Meu Deus, uma está drogada, outro está doido'", diz Adriano Garib, um dos protagonistas.

Além de Dora, os outros personagens principais de Magnífica 70 dão sinais de que estão mais perdidos e confusos do que nunca. Vicente (Marcos Winter), o censor que se aventura como cineasta na Boca do Lixo, região degradada do centro de São Paulo que era um polo cinematográfico entre as décadas de 1960 e 1980, trabalha em dois filmes: um "ufanista", como ordenaram os agentes do governo, e um de arte, sem preocupação comercial. Em relação ao segundo trabalho, ele está cheio de mistérios para com os próprios colegas.

"Ele muda para pior. Na segunda, Vicente está imbuído de tentar resolver não só seus próprios fantasmas, mas também de tentar burlar um pouco a realidade [do país] com as produções subversivas da [produtora] Magnífica. Tenta resolver isso e se afunda cada vez mais. Ninguém sabe o que Vicente está passando, só ele sabe onde isso vai dar. Se na primeira temporada [o personagem] estava reprimido não só sexualmente, mas também socialmente, na segunda a sexualidade nem passa pela cabeça dele", afirma Winter, 50 anos.

Ao expor sua personalidade soturna, Vicente se afasta da mulher, Isabel (Maria Luísa Mendonça), que começa a temporada nos braços de Manolo (Adriano Garib), chefe da Magnífica. Os relacionamentos entre eles, cheios de sentimentos mal resolvidos, prometem gerar conflitos ao longo da segunda temporada. "É o segundo ato, está dando tudo errado", brinca Maria Luísa Mendonça, 46 anos.

A atriz, que interpreta a filha de um general, se emociona ao falar sobre os mortos e desaparecidos da Ditadura Militar (1964-1985), período em que Magnífica 70 está inserida. "A gente traz o tema da ditadura no dia a dia dos personagens. Não é uma apologia à violência, mas essa violência faz com que a gente fique criativo para romper com ela. Fico pensando, eu seria uma guerrilheira? Eu acho que eu faria isso, eu ia me foder!", brinca.

Divulgação/HBO

Maria Luísa Mendonça, Marcos Winter e Adriano Garib contracenam em Magnífica 70

Novela x Série

Antes de fazer parte do elenco de Magnífica 70, Maria Luísa já havia participado de outra produção de TV que também fazia muitas referências aos anos de chumbo. Ela fez a minissérie Queridos Amigos (2008) na Globo, em que interpretava uma hippie cujos amigos haviam sido presos e torturados.

Longe das novelas desde Além do Horizonte (2013), a atriz se sente confortável com o formato de série de TV e rejeita o ritmo alucinante das grandes produções da Globo. "[Na série] Você trabalha com um tempo que é diferente de novela, em que você faz 30 cenas absurdas em um dia, é desumano. [Em Magnífica 70] Geralmente fazemos seis ou sete cenas por dia. Então você tem mais qualidade, mas também é puxado", diz.

"É um tipo de dramaturgia mais real, mais realista, que vai mais fundo nas coisas. Não é tão sintética como o cinema, pode se aprofundar mais. A qualidade dramatúrgica tem sido cada vez mais arrojada. Isso vai formando um mercado cada vez melhor", complementa Adriano Garib, 51 anos.

Para o diretor Claudio Torres, a TV brasileira ainda está aprendendo a fazer séries no formato internacional. "Magnífica 70 foi concebida para ser uma série contemporânea, em que você não se preocupa com Ibope, com vizinhos [outros canais]. Se preocupa em construir um universo coerente, com personagens apaixonantes, que dure muitas temporadas. Esse pensamento está começando no Brasil, mas é uma coisa sem volta. Porque acho que o modelo da TV aberta, que organiza o conteúdo que vai passar, acabou. A gente vive hoje a ressonância dos últimos momentos disso. [Em breve] Você vai decidir o que assistir e quando quer assistir. O que falta é fazer. Quem está fazendo série hoje está aprendendo a lidar com essa nova linguagem de audiovisual", afirma.

Ainda assim, um dos pontos que mais se destaca na nova leva de Magnífica 70 é o triângulo amoroso entre Vicente, Isabel e Manolo, típico de uma novela. "Tem uma coisa de família. O contato [entre os protagonistas] é meio brigando. No fundo, o que está pegando aqui é o folhetim", admite Maria Luísa Mendonça. A segunda temporada de Magnífica 70 será exibida aos domingos na HBO, às 22h.


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