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MAIS UM FILHOTE

Heróis teens, ícone gay e 'vazios': Tudo o que sabemos sobre a nova Walking Dead

Fotos: Jojo Whilden/AMC

Os atores Alexa Mansour e Hal Cumpston em foto de divulgação da terceira série de Walking Dead, ainda sem nome

Alexa Mansour (Hope) e Hal Cumpston (Silas): heróis adolescentes da nova série de Walking Dead

LUCIANO GUARALDO, de Nova York

Publicado em 26/10/2019 - 5h33

A nova série da franquia Walking Dead é cercada de mistérios. Ainda não tem título nem data de estreia definidos, e sabe-se apenas que chegará ao canal AMC na primavera norte-americana, entre março e junho de 2020. Mas o Notícias da TV adianta um pouco do que está por vir. Trata-se de uma história protagonizada por adolescentes, com direito a um herói LGBTQ+ e regiões geográficas nunca antes exploradas. Ah, e nada de "walkers"; lá, os zumbis serão chamados de "empties" --ou "vazios", em tradução livre.

A atração se passará no mesmo universo de Walking Dead e Fear, e na mesma época --ou seja, existe a possibilidade de personagens dos três programas se cruzarem mais para a frente, como já ocorreu com a série mãe e seu primeiro filhote, que fez Morgan (Lennie James) saltar da primeira para a segunda.

As protagonistas são as irmãs Hope (Alexa Mansour, de 23 anos) e Iris (Aliyah Royale, de 19 anos). A caçula faz o estilo mãezona, quer cuidar de todo mundo e se certificar de que estejam bem. Já a mais velha é o oposto: "Acho até irônico que se chame Hope, porque ela não tem muita [esperança]", brinca Alexa, num trocadilho com o nome de sua personagem --que significa "esperança" em inglês. "E, eu não sei se posso dizer isso, mas ela tem um probleminha com o álcool (risos)."

As duas se juntam a Elton (Nicolas Cantu, de 16 anos), Silas (Hal Cumpston, de 20), para iniciar uma jornada para além dos muros que os protegeram durante boa parte de suas vidas. Descobrirão um mundo aberto e perigoso que, até então, só viam nos livros da escola. E ganharão a supervisão de Huck (Annet Mahendru, de 30 anos) e Felix (Nico Tortorella, de 31) --que passam longe de figuras paternas.

"Eles cresceram com o apocalipse zumbi, mas em um local seguro. Estão cientes de que os walkers existem, mas nunca interagiram com eles", explica Scott M. Gimple, chefe de toda a franquia Walking Dead, que ajudou a desenvolver a nova série.

Como a atração se passa dez anos após o aparecimento dos primeiros mortos-vivos, os jovens sequer se lembram de como era o mundo antes dos zumbis. "O apocalipse é 'normal' para eles, mas são pessoas que passaram a vida toda dentro dos muros. Então a jornada que decidem fazer é extremamente perigosa, eles são afetados de outras maneiras por tudo o que está acontecendo", adianta o produtor.

Para o showrunner Matt Negrete, que foi roteirista da série mãe entre a quarta e a nona temporada, ter adolescentes em papéis de destaque permite uma abordagem que Walking Dead ainda não havia explorado. "Eu gosto de histórias que falam sobre amadurecer, sabe? Como Conta Comigo [filme cult de 1986]. Mas, no lugar das sanguessugas, os personagens estão cobertos de zumbis", justifica ele.

"Acho que a adolescência já é uma época complicada, tudo é exagerado, as emoções são muito cruas... Se alguém diz algo atravessado, você reage como se estivessem tirando o coração do seu peito. E a série mostra um mundo no qual o seu coração pode ser literalmente arrancado do seu peito (risos). É com essas situações extremas que eles precisam lidar o tempo todo", brinca Negrete.

Huck (Annet Mahendru) e Felix (Nico Tortorella), os personagens mais "adultos" da nova série


Representatividade

As duas séries de Walking Dead já tiveram vários representantes LGBTQ+, e o novo filhote não será diferente. Felix (Nico Tortorella), porém, terá um destaque nunca antes visto em uma atração da franquia de dramas zumbis. E desafiará rótulos tradicionais: como o seu intérprete, ele é sexualmente fluido e não-binário.

"Quando recebi a ligação avisando que Matt e Scott queriam falar comigo, eu estava na Indonésia para um trabalho com uma associação LGBTQ+, bem imerso nessa minha espiral filosófica", conta Tortorella à reportagem. "Tudo o que Matt me adiantou era que Felix também seria queer. E eu fiquei encantado por aquilo, sabia que o papel precisava ser meu", continua Tortorella, que já havia feito teste para um personagem em Fear the Walking Dead. "Mas eu não passei (risos)."

Para o intérprete, não era a hora nem o personagem certo. Agora, o cenário é outro e ele acredita que Felix é o grande papel de sua vida. "Acho que boas partes da minha carreira e da minha vida são dedicadas a quebrar esses estigmas binários. E Scott me disse uma coisa no telefonema: 'No universo de Walking Dead, a única dicotomia que existe é vivo ou morto'. Aquilo me marcou muito", lembra.

"Voei para a Virgínia e comecei a gravar três dias depois, bem no meu aniversário. E a minha primeira cena também era a do aniversário do Felix. Pensei: 'Merda, tudo alinhou muito a meu favor. Eu também te amo, universo!' (risos). E todo dia depois disso tem sido incrível. Estou animado para trazer Felix à vida! Um herói queer de verdade na TV, sabe?", valoriza o ator, o mais velho do elenco --apesar de ter apenas 31 anos. É um novo tempo, mesmo, para a franquia Walking Dead...

Os episódios da série chegarão ao Brasil pelo canal AMC um dia depois da exibição nos EUA. Confira o trailer da nova atração, ainda sem título, do universo zumbi:

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