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OS DEFENSORES

Heróis de segundo escalão rendem minissérie divertida e bem construída

Fotos: Sarah Shatz/Netflix

Krysten Ritter, Finn Jones, Charlie Cox e Mike Colter no primeiro encontro dos Defensores - Fotos: Sarah Shatz/Netflix

Krysten Ritter, Finn Jones, Charlie Cox e Mike Colter no primeiro encontro dos Defensores

LUCIANO GUARALDO

luciano@noticiasdatv.com

Publicado em 18/8/2017 - 5h02

Esqueça Capitão América, Hulk, Homem de Ferro e os outros Vingadores. Em Os Defensores, novidade desta sexta (18) na Netflix, os quase desconhecidos Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro são os protagonistas que se unem para salvar Nova York de uma ameaça misteriosa e milenar. Mas o fato de usar heróis do segundo escalão da Marvel não diminui os méritos da nova produção, divertida e bem construída.

A trama começa de onde as séries individuais dos personagens pararam: Matt Murdock (Charlie Cox) aposentou a roupa de Demolidor para ajudar a população apenas como advogado; Jessica Jones (Krysten Ritter), mesmo considerada uma heroína após matar Kilgrave (David Tennant), está reclusa e entregue ao álcool.

Já Luke Cage (Mike Colter) foi parar na prisão pelos crimes que cometeu no passado; e o bilionário Danny Rand (Finn Jones) viaja pelo mundo em busca de informações sobre a organização secreta Tentáculo, que ele deseja desmascarar.

Do lado oposto está a misteriosa Alexandra (Sigourney Weaver), uma das mandantes do Tentáculo. Na luta contra um tumor que vai matá-la em pouco tempo, ela acelera os planos do grupo para a destruição de Nova York. Mas, para atingir seu objetivo, precisará derrotar Rand, atual encarnação do Punho de Ferro. E contará com a ajuda da ninja Elektra (Élodie Yung), assassina impiedosa e ex-amante de Murdock.

Cada um com seu motivo, os quatro heróis se unem para deter Alexandra. Mas, apesar de ter apenas oito episódios, a minissérie arma o encontro sem pressa: o primeiro capítulo mostra os personagens individualmente; Rand e Cage só se encontram no fim do segundo episódio, assim como Jessica e Murdock.

O grupo todo se reúne apenas no término do terceiro capítulo, em uma cena de luta com agentes do Tentáculo de tirar o fôlego. E, mesmo juntos, os quatro ainda não confiam completamente uns nos outros, o que gera boas piadas e muita tensão.

Alexandra (Sigourney Weaver, à dir.) tem relação quase maternal com Elektra (Élodie Yung)

A minissérie é indicada para quem acompanhou as quatro séries anteriores; afinal, são 65 episódios já exibidos com a apresentação dos heróis e suas mitologias.

Quem não assistiu às produções até pode ver o lançamento desta sexta-feira, mas perderá muitas referências e piadas internas e talvez tenha dificuldade para entender a função dos coadjuvantes.

Como tudo que envolve as adaptações da Marvel para o cinema e a TV, Defensores impressiona ao mostrar o planejamento intrincado de suas produções. O prédio da empresa Midland Circle, cuja construção foi citada ainda na primeira temporada de Demolidor, ganha papel fundamental na minissérie, mais de dois anos depois.

A sensação de universo compartilhado se estende aos coadjuvantes: Foggy Nelson (Elden Henson), ex-sócio de Murdock no escritório de advocacia, é apontado para cuidar do caso de Luke Cage. E a enfermeira Claire Temple (Rosario Dawson), que já cuidou dos ferimentos de Murdock, é amante de Cage e estudante de artes marciais no dojo de Rand, serve de elo de ligação entre os quatro heróis.

Os Defensores é apresentado pela Netflix como uma minissérie. No entanto, com a boa química mostrada pelos protagonistas e com uma boa história, que amarra várias pontas soltas deixadas ao longo das outras produções, é difícil imaginar que a produção não ganhará nova temporada, como uma série.


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