Resoluções de Ano Novo

De sexo vintage a feminismo da vovó: dez séries de 2017 para ver em 2018

Divulgação/HBO

James Franco duplicado em The Deuce; ator foi um dos destaques do ano na pele de gêmeos - Divulgação/HBO

James Franco duplicado em The Deuce; ator foi um dos destaques do ano na pele de gêmeos

JOÃO DA PAZ - Publicado em 01/01/2018, às 06h18

Mais de 500 séries foram exibidas em 2017 na TV norte-americana, um recorde histórico. Pelo menos dez produções merecem a sua atenção neste começo de 2018 _se você ainda não as viu, é claro. Entre elas estão The Deuce, sobre o surgimento da indústria pornográfica nos 1970, e a comédia The Marvelous Mrs. Maisel, da Amazon, que traz um feminismo dos tempos da vovó: a protagonista é uma mulher separada, nos anos 1950, que trabalha em magazine de dia e à noite conta piadas em um bar sujo.

Séries criminais mais elaboradas também se destacaram, como Mindhunter (Netflix) e Snowfall (Fox Premium). E, pela primeira vez, uma atração de uma plataforma de streaming venceu o Emmy de melhor drama: The Handmaid's Tale, da Hulu.

O Notícias da TV lista a seguir as dez séries imperdíveis de 2017:

Divulgação/Starz

A deusa que representa Mercúrio (Cloris Leachman) toma uma ao lado de Odin (Ian McShane)

American Gods
Um conflito entre deuses antigos e modernos é suficiente para atrair público para a TV. Inspirada no livro homônimo de Neil Gaiman, lançado em 1990, American Gods (Amazon) deixou os fãs de séries fascinados e confusos ao mesmo tempo. Se por um lado tateavam em busca de um guia para entender melhor a trama, por outro ficaram encantados com os personagens excêntricos, do deus nórdico Odin (Ian McShane) ao deus da tecnologia, o Technical Boy (Bruce Langley). No meio disso tudo, a cena de sexo gay mais explícita não-pornô já mostrada na TV.

Divulgação/Netflix

A Guerra Fria entre EUA e URSS foi representada em Glow por Betty Gilpin (à esq.) e Alison Brie

Glow
Mulheres com roupas de lycra se unem para lançar uma liga de luta livre, vivem em um motel e são dirigidas por um machista usuário de cocaína. A fórmula inusitada de Glow (Netflix) vingou, e muitos ficaram surpresos ao descobrir que essa história foi inspirada em fatos reais. Entre tantos personagens cativantes, destaca-se Debbie Eagan (Betty Gilpin), ex-atriz que virou dona de casa, mas larga os afazeres domésticos para encarnar a heroína do grupo, a patriota Liberty Belle.

divulgação/hbo

Dendrie Taylor (à esq.) e Sarah Hay em Room 104: episódio só com danças e sem diálogo 

Room 104
Série mais delirante do ano, Room 104 (HBO) é imbatível na imprevisibilidade. E como cada episódio conta uma história diferente, é fácil de acompanhar e não há necessidade de ser fiel à sequência de episódios. O drama tem bons atores escalados, como Veronica Falcón (A Rainha do Sul), James Van Der Beek (Dawson's Creek) e Orlando Jones (Sleepy Hollow). As histórias malucas vão de um filho que discute com a mãe por telefone à babá que cuida de uma criança macabra.

divulgação/netflix

Jonathan Groff (à esq.) e Happy Anderson em Mindhunter: no que pensa um serial killer?

Mindhunter
Uma das gratas surpresas do ano, Mindhunter (Netflix) trouxe uma complexidade pouco vista em outras séries policiais. O drama mergulha na mente de serial killers norte-americanos em meados dos anos 1970, época na qual o FBI (a polícia federal do país) ainda engatinhava na coleta de dados e análise comportamental desse tipo de criminoso. Outra peculiaridade da trama é a inspiração em casos reais _há citação a criminosos notórios, de Charles Manson a David Berkowitz.

divulgação/fx

Malcolm Mays (à esq.), Damson Idris e Isaiah John em Snowfall; três amigos atrás do dinheiro

Snowfall
Das atuais séries ambientadas nos anos 1980, Snowfall (Fox Premium 2) é a que melhor explora o lado cruel das ruas. Assinada pelo experiente cineasta John Singleton (Os Donos da Rua), o drama retrata o surgimento do crack na periferia de Los Angeles. O consumo da nova droga pela população mais carente gerou uma onda de violência policial e iniciou a guerra entre gangues. São dois os pontos de vista contados na história: o dos traficantes e o da polícia.

divulgação/hbo

Maggie Gyllenhaal brilha na pele de uma prostituta em The Deuce; indicação ao Globo de Ouro

The Deuce
O poder da nova série da HBO, The Deuce, é tão grande que reimpulsionou a carreira de James Franco, indicado ao Oscar em 2011 pelo filme 127 Horas. Ele interpreta dois personagens, os gêmeos Vincent e Frankie Martino. A história sobre os primeiros passos da indústria pornográfica na Nova York dos anos 1970 coloca a atriz Maggie Gyllenhaal, intérprete de uma prostituta com o sonho de virar uma magnata do cinema erótico, como uma das favoritas ao Globo de Ouro.

divulgação/cbs

Com Christine Baranski (à esq.) e Cush Jumbo, Good Fight segue o sucesso da série-mãe

The Good Fight
Continuação da bem-sucedida The Good Wife (2009-2016), o drama The Good Fight  (Amazon) é uma atualização melhorada da série-mãe. A novata é protagonizada pela advogada Diane Lockhart (Christine Baranski) e inclui um componente de tensão racial e política na era Trump, com uma firma liderada por negros, situada em Chicago, adepta de uma ideologia mais à esquerda. Fora isso, Good Fight aproveita personagens de Good Wife favoritos do público, como a inquieta Marissa Gold (Sarah Steele) e a advogada Lucca Quinn (Cush Jumbo).

divulgação/Hulu

Elisabeth Moss (à esq) e Alexis Bledel em The Handmaid's Tale: dupla vencedora no Emmy

The Handmaid's Tale
A série do ano, em apreço do público, exaltação da crítica e desempenho em premiações, é The Handmaid's Tale (que estreia no Brasil em 2018 no Paramount Channel). Vencedora do Emmy, o drama distópico mostra os Estados Unidos sob uma ditadura fundamentalista cristã, na qual as mulheres férteis servem apenas para procriar para famílias ricas. As atuações das atrizes chamam a atenção pela alta qualidade: Elisabeth Moss (Mad Men), Alexis Bledel (Gilmore Girls), Ann Dowd (The Leftovers) e Samira Wiley (Orange Is the New Black) foram todas indicadas ao Emmy de 2017.

divulgação/amazon

Uma das grandes surpresas do ano, Rachel Brosnahan dá show em Marvelous Mrs. Maisel

The Marvelous Mrs. Maisel
A Amazon apresentou no finalzinho de 2017 uma comédia divertidíssima, que vem pegando em cheio os amantes de tramas de época. Criada por Amy Sherman-Palladino (Gilmore Girls), The Marvelous Mrs. Maisel é um achado. Conta a história da dondoca Miriam Maisel (Rachel Brosnahan), conhecida como Midge, que se vê inserida no mundo da comédia stand-up na Nova York do final dos anos 1950. As referências de seis décadas atrás são curiosas e não faltam piadas sobre aspectos triviais daquele tempo, como usar um telefone com discador rotativo e ter somente uma televisão em casa, fatos que são completamente distantes do mundo atual.

divulgação/CBS

Estrela de Young Sheldon, o ator Iain Armitage é uma das revelações do ano na TV dos EUA 

Young Sheldon
A rede norte-americana CBS criou uma máquina de dinheiro ao desenvolver Young Sheldon (CBS), série derivada de The Big Bang Theory, maior audiência da TV norte-americana. Sagaz e com apelo, a trama sobre a infância de Sheldon é a novata de maior audiência da temporada e já foi renovada para um segundo ano. Com um estilo que lembra Anos Incríveis, Young Sheldon se distancia da série-mãe ao ser filmada com uma única câmera (como no cinema) e não ter a claque, aquelas risadas de fundo que soam falsas.

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Room 104

Room 104

Ficha técnica: Suspense, EUA, 2017. Criação: Mark Duplass, Jay Duplas. Elenco: Orlando Jones, Amy Landecker, Veronica Falcon. Disponível na HBO e no Now.

Por que assistir: Uma das séries mais delirantes da TV, Room 104 apresenta histórias com finais surpreendentes. Um episódio com um entregador de pizza, por exemplo, pode acabar em um caso de polícia ou em uma apimentada suruba. Um dos criadores da atração, Jay Duplass, disse que Room 104 é "o Tinder da TV", justamente pelo elemento da surpresa que cada episódio traz. Se o telespectador não gostar de um capítulo, tem outro logo a seguir para avaliar.

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