Dia do Orgulho Gay

De Modern Family a Empire: cinco séries exemplares da diversidade na televisão

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Jesse Tyler Ferguson (à esq.) e Eric Stonestreet na série Modern Family: casal gay moderno - Divulgação/ABC

Jesse Tyler Ferguson (à esq.) e Eric Stonestreet na série Modern Family: casal gay moderno

JOÃO DA PAZ - Publicado em 28/06/2017, às 05h29

Os personagens gays estão cada vez mais presentes na TV. Nas 455 séries norte-americanas exibidas na última temporada, cem homossexuais deram as caras como protagonistas ou coadjuvantes, em funções que vão de advogado a cantor. É o melhor número em 21 anos, desde que a Glaad (Aliança Gay e Lésbica Contra a Difamação) começou o monitoramento.

Entre as séries, algumas se destacam pela abordagem da homossexualidade sem estereótipos. É o caso, por exemplo, de Modern Family. Desde a primeira temporada, a comédia mostra um casal gay sem bater na tecla da sexualidade, reforçando aspectos familiares e profissionais. Também é o caso de Scandal, em que um homossexual é simplesmente o braço direito do presidente dos Estados Unidos.

No Dia do Orgulho Gay, saiba mais sobre cinco séries que são exemplares da diversidade na televisão:

Divulgação/ABC

Ferguson e Stonestreet em Modern Family; casamento na série seguiu lei da vida real

Modern Family
A série (exibida pelo Fox Life e disponível no Clarovídeo), cinco vezes vencedora do Emmy, trouxe desde o início um casal gay, com uma relação estável de mais de cinco anos, formado pelo advogado Mitchell Pritchett (Jesse Tyler Ferguson) e pelo músico e professor Cameron Tucker (Eric Stonestreet). Enquanto Mitchell é mais reservado e maduro, Cam é mais extrovertido.

Todos os problemas vistos comumente em uma relação heterossexual, como as discussões sobre como dar a melhor educação aos filhos e como cuidar de casa, são vividos pelos dois. Os personagens se casaram oficialmente na quinta temporada, exibida em 2014, após a união civil entre pessoas do mesmo sexo voltar a ser legal no Estado da Califórnia.

Divulgação/Fox

Em Brooklyn Nine-Nine, o ator Andre Braugher interpreta um policial gay casado e discreto

Brooklyn Nine-Nine
O chefe do fictício 99º Distrito Policial de Nova York é abertamente gay há 30 anos. O capitão Ray Holt (Andre Baugher) é casado com o professor universitário Kevin Cozner (Marc Evan Jackson).

A homossexualidade de Holt em Brooklyn Nine-Nine (TBS) é suave, sem exageros ou panfletagem. Não há piadinhas de gosto duvidoso sobre gays, e todos os subordinados do capitão o respeitam e o tratam bem. Ser gay não faz Holt ter uma postura mais ou menos dura na sua função de comandante de uma delegacia. Discreto, ele tem uma pequena bandeira com as cores do arco-íris em sua mesa de trabalho.

Divulgação/ABC

Scandal traz um tipo incomum de personagem gay, interpretado por Jeff Perry: velho e político

Scandal
Na série (Canal Sony, Clarovídeo), ninguém menos do que o chefe de gabinete da Presidência é gay. Um dos principais nomes da política em Washington, Cyrus Beene (Jeff Perry) trabalha como braço direito do presidente Fitzgerald Grant (Tony Goldwyn). Inescrupuloso, não mede esforços para limpar a barra do chefe. Cyrus já foi casado com um repórter e agora é marido de um ex-garoto de programa. Assim como os outros personagens de Scandal, tem uma vida sexual bastante ativa.

divulgação/abc

Jack Falahee (à esq.) e Conrad Ricamora formam um casal em How to Get Away with Murder 

How to Get Away with Murder
A intrigante How to Get Away with Murder (Canal Sony) mostra um belo e confuso relacionamento gay entre o estudante universitário Connor Walsh (Jack Falahee) e o técnico em computação Oliver Hampton (Conrad Ricamora).

Tudo começou quando Connor pediu a ajuda de Oliver para obter documentos ilegais e, assim, resolver um caso jurídico. Logo depois, vieram o sexo e os encontros casuais, seguidos pelo interesse de ambos em firmar um compromisso mais sério. Porém, ciúme e problemas no trabalho abalam a relação, fazendo com que o casal tenha um namoro ioiô. Um romance como qualquer outro visto em séries de TV.

divulgação/fox

Jussie Smollett em Empire; personagem enfrentou muitas adversidades para sair do armário 

Empire
Em um meio machista e dominado por homens como o da black music, um personagem gay buscou aceitação. Durante toda a primeira temporada de Empire (Fox Premium 1), um dos grandes sucessos da TV atual, o cantor Jamal Lyon (Jussie Smollett) lidou com os conflitos de sua homossexualidade.

Sair do armário tinha o potencial de estragar sua carreira (com a fuga de patrocinadores e o preconceito do público) e piorar a conturbada relação com o pai, Lucious (Terrence Howard), que na infância chegou a jogá-lo na lata do lixo ao vê-lo vestido de mulher. A luta de Jamal para se aceitar fez muitos telespectadores se identificarem com as adversidades enfrentadas pelo músico e serviu como exemplo.

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