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Crítica | Elenco infantil

Na televisão, atores mirins se perdem com diálogos de adultos

Cynthia Salles/TV Globo

Mel Maia (Pérola) visita José de Abreu (Ernest) no hospital em cena de Joia Rara, novela da Globo - Cynthia Salles/TV Globo

Mel Maia (Pérola) visita José de Abreu (Ernest) no hospital em cena de Joia Rara, novela da Globo

RAPHAEL SCIRE

Publicado em 25/3/2014 - 15h55

Um dos grandes desafios da televisão é encontrar crianças que atuem de maneira natural e que consigam, ao mesmo tempo, despertar a emoção do público. A história da teledramaturgia registra casos exemplares, embora ainda muito poucos, de estrelas que surgiram pequenas, como Gloria Pires, Isabella Garcia e, mais recentemente, Cecília Dassi e Bruna Marquezine.

Produções infantis servem, sobretudo, de celeiro de novos talentos. A primeira versão de Chiquititas revelou nomes como Fernanda Souza e Bruno Gagliasso. O remake atual também traz boas surpresas, como é o caso da protagonista Giovanna Grigio (Mili) e Julia Olliver (Pata). Carrossel (2012), também do SBT, trouxe para o público o trabalho de Larissa Maciel e Jean Paulo Campos, embora a garota já tivesse trabalhado em produções do cinema, como O Palhaço, do diretor Selton Mello.

Mas a principal característica das crianças, a espontaneidade, parece ficar perdida na televisão. A culpa, obviamente, não é delas, mas sim do texto que têm de interpretar. Chiquititas tem esse problema: apesar de ser uma novela pueril, os diálogos soam, em grande parte, adultos demais para os pequenos, não dão embocadura e o telespectador mais atento nota que aquilo é artificial.

Há de se considerar, porém, que o público-alvo de produções afins não dá lá muita importância para tanto, uma vez que, para as crianças, o importante é a magia da história que está sendo contada, e isso Chiquititas consegue passar.

Depois de brilhar na primeira fase de Avenida Brasil (2012), Mel Maia encanta a todos como a Pérola de Joia Rara. Desenvolta, Mel parece sempre à vontade na presença das câmeras e consegue soar natural e espontânea. Outra revelação dessa faixa etária é JP Rufino, o Nilson de Além do Horizonte. Além de divertido e espirituoso, o personagem conta com o fato de ser bem escrito, o que ajuda o ator na defesa de sua interpretação.

Obviamente, há casos opostos. Em Pecado Mortal, em que o texto da novela brinca ao ironizar  falas adultas e sempre recheadas de duplo sentido na boca das crianças, vimos dois exemplos distantes. A menina Pietra Goa (Rafaela) é mais solta (também pelo fato de ser mais velha), mas o garoto Luiz Felipe Mello (Rodolfo) ainda é forçado, decoradinho demais, problema que ele carrega desde os tempos em que fazia o filho de Morena (Nanda Costa), em Salve Jorge (2012).

Novos talentos não surgem em cada produção que é colocada no ar, mas as crianças têm ao seu lado uma vantagem enorme: a chance de conseguirem amadurecer a cada trabalho que fazem.

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